Sarampo no RS: cinco novos casos são confirmados em Porto Alegre
Já são seis casos da doença confirmados este ano no RS
Na quarta-feira (13), foram confirmados cinco casos de sarampo em Porto Alegre. A confirmação foi feita pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS). O primeiro deles é uma estudante de 25 anos que esteve em Manaus, enquanto os demais são pessoas vinculadas a ela. Estão em investigação outros dois casos, ainda sem confirmação (um em Porto Alegre e outro em Vacaria), de pessoas relacionadas a esses casos. Em 2018, seis casos de sarampo já foram confirmados no RS. A primeira notificação foi de criança de um ano de idade, não vacinada, da cidade São Luiz Gonzaga, que se contaminou em viagem à Europa, local onde está ocorrendo um surto da doença.
As Américas foram consideradas livres de sarampo em setembro de 2016, após a ausência da circulação do vírus pelo período de 12 meses. O Brasil já possui 293 casos confirmados da doença, todos considerados importados ou relacionados à importação. Além do RS, a doença está presente em Roraima e Amazonas. Antes de ocorrer o processo de eliminação do vírus do sarampo, o último caso confirmado no estado foi em 1999. Em 2010, houve oito casos importados e em 2011 foram sete. Desde então, o estado não havia registro da circulação do vírus de sarampo.
Informações básicas, recomendações e prevenção
A doença viral é transmitida pela respiração, e os sintomas aparecem após 12 dias, que incluem: manchas avermelhadas na pele, febre, tosse e mal-estar. O sarampo requer cuidados e pode levar à graves problemas de saúde, como pneumonia, cegueira e inflamação do cérebro. A atenção ao sarampo é fundamental, porque a doença pode inclusive levar à morte.
A principal medida para prevenir a introdução e disseminação do vírus do sarampo é a vacinação da população suscetível, juntamente com a implementação de um sistema de vigilância de alta qualidade e sensível o suficiente para detectar de forma oportuna quaisquer casos suspeitos.
“Vacinar a população para manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola em todos os municípios”, recomenda a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). O organismo internacional também recomenda que as os países identifiquem a chegada de estrangeiros e fluxos internos dentro de cada país, para facilitar o acesso aos serviços de vacinação.
A vacina contra o sarampo está disponível desde 1963, em duas doses: uma aos 12 meses e a outra após três meses. A OPAS estima que atualmente 20,8 milhões de crianças ainda não tiveram sua primeira dose da vacina contra o sarampo. Em 2016, a região das Américas foi a primeira do mundo a ser declarada livre de sarampo pela OPAS, mas a doença está de volta no continente.
“Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação diagnóstica, principalmente aqueles que estiveram recentemente em locais com circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, através do número 150”, alerta a SES/RS.
A Secretaria da Saúde do RS informa que a rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente a vacina Tríplice Viral para a população de 12 meses a 49 anos de idade e para profissionais de saúde e demais pessoas envolvidas na assistência à saúde hospitalar.
São considerados vacinados:
– Pessoas de 12 meses a 29 anos que comprovem duas doses de vacina com componente sarampo/caxumba/rubéola;
– Pessoas de 30 a 49 anos que comprovem uma dose de Tríplice Viral;
– Profissionais de saúde independente da idade que comprovem duas doses de Tríplice Viral.
Saiba mais sobre o tema:
OMS alerta para surto de sarampo nas Américas
Com informações da Secretaria Estadual da Saúde do RS e OMS/OPAS. Edição do Setor Saúde.