Gestão e Qualidade, Tecnologia e Inovação | 13 de dezembro de 2019

O poder das soluções de BI para lidar com indicadores hospitalares 

Responsável pelo Portfólio de Produtos Pixeon apresentou as vantagens das novas tecnologias para os gestores da saúde no Seminários de Gestão
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“Em 2018, 69% dos hospitais associados a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) investiram em BI (Business Inteligence), de acordo com o estudo “Observatório 2018” publicado pela ANAHP”, revelou Nactacha Chaves, responsável pelo Portfólio de Produtos Pixeon HIS & CIS, de São Paulo, na segunda palestra do Seminários de Gestão: Tendências e Inovações em Saúde, que ocorreu no dia 9 de dezembro, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

As ferramentas de Business Intelligence (BI) são tipos de software de aplicativo que coletam e processam grandes quantidades de dados não estruturados de sistemas internos e externos. Na apresentação, Nactacha abordou a implementação de soluções por ferramentas de BI nas instituições de saúde, destacando as vantagens trazidas por essa tecnologia, destacando a aplicação das soluções pela Pixeon.


O evento, já tradicional na agenda da saúde gaúcha, atualmente em seu quarto ano consecutivo, é promovido pela Federação dos Hospitais do Rio Grande do Sul (FEHOSUL), em parceria com a Associação dos Hospitais do Rio Grande do Sul (AHRGS) e o Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (SINDIHOSPA). Tendências e Inovações em Saúde foi o tema desta edição do Seminários de Gestão – a quinta em 2019.

O patrocínio desta edição foi do  Banrisul; da empresa de tecnologia Pixeon, do laboratório farmacêutico MSD; e da operadora de planos de saúde Unimed Porto Alegre. A certificação foi concedida pela faculdade Fasaúde/IAHCS, e os apoiadores foram IAHCS AcreditaçãoCBEXsCNSaúde Naxia Digital. O veículo oficial do evento é o portal Setor Saúde.


Indicadores utilizados pelas instituições de saúde

De acordo com a palestrante, devem ser medidos basicamente três grupos de indicadores: os estratégicos (relacionados ao propósito e visão da instituição, com objetivos de médio e longo prazo); táticos (com acompanhamento de metas vinculadas ao planejamento estratégico da instituição); e operacionais (com indicadores do dia-a-dia, como desempenho da equipe, quantidade de agendamentos; taxa de ocupação das agendas etc).


Nactacha também destacou a importância das instituições buscarem sempre boas referências quando o tema é indicadores. “No setor da saúde, instituições como ONA, ANAHP, SUS, ANS e PALC trabalham e fornecem muitas sugestões de que indicadores utilizar, como utilizá-los e como trabalhar. Buscar referência nessas instituições também é bastante importante para aderir ao processo de implantação de indicadores de gestão”, salientou.


Soluções de BI para lidar com indicadores hospitalares1

Definição de metas e exemplos de indicadores

A palestrante utilizou o acróstico smart para exemplificar o que precisam ser as metas dos indicadores. Em inglês, o acróstico smart é descrito em acróstico pelos seguintes termos: specific (específico); mensurable (mensurável). attenable (alcançável); relevant (relevante); e  time based (temporal).

Para exemplificar, a palestrante citou uma série de indicadores que precisam ser analisados pelas instituições: taxa de ocupação, tempo médio de ocupação, NPS, SLA de atendimento,taxa de readmissão não planejada, taxa de infecção hospitalar, taxa de mortalidade, ticket médio, despesa total por saída de paciente, receita líquida por saída hospitalar, índice de glosa e prazo médio de recebimento.

Soluções de BI e aplicação na Pixeon

Várias informações fazem parte dos indicadores de um sistema de gestão no setor da saúde. A tecnologia pode auxiliar a processar os inúmeros indicadores, em soluções por ferramentas de BI, exemplo apresentado pela palestrante.

O BI capta as informações do sistema de gestão, armazena e as consolida, agregando inteligência. “O BI traz um conjunto de técnicas e conceitos para que se tenha os indicadores de forma compilada, em formato gráfico. Ele também apóia em tomadas de decisões inteligentes, porque ele irá trazer as informações do sistema hospitalar, compilar, e levar de forma gráfica para que seja tomada a decisão baseada em uma inteligência que já foi aplicada nos números. O BI também traz informações mais rápidas e atualizadas, mede desempenhos do passado, ajuda a planejar o futuro, além de acertar os retornos e investimentos feitos”, disse.

Nactacha Chaves, da Pixeon

Nactacha Chaves, da Pixeon

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De acordo com a palestrante, as ferramentas desenvolvidas são facilmente utilizadas. “Atualmente, as soluções de BI vão captar as informações do sistema de gestão e trazer isso de forma muito mais fácil para as instituições. As ferramentas estão tão bem desenvolvidas que o próprio gestor não precisa necessariamente ter um especialista de TI para fazer suas análises. Ele mesmo consegue utilizar a ferramenta, fazendo suas próprias análises e comparativos. A ferramenta é extremamente amigável e pode ser acessada pelo smartphone, pela internet, a qualquer momento”, detalhou.


Nactacha apresentou a implementação das soluções de BI da Pixeon, feitas em diversas ferramentas. Ela ressaltou que a plataforma possui como vantagens o fato de apresentar solução em nuvem; com interface amigável e intuitiva; com recurso de drill down; ter implantação rápida; não impactar na operação; e ser desenvolvida na plataforma Microsoft PowerBI.

A palestrante apontou que as soluções de BI da Pixeon possibilitam, além de melhores tomadas de decisão, lidar diretamente com questões de agenda (exemplo: com análises, comparativos, performance das atendentes); contas (acompanhamento dos títulos a pagar, fluxo dos pagamentos e comparativos entre períodos), estoque (análise por tipo de operação, por materiais, além de comparativos de movimentação por período e análise por setor), faturamento (ampla visibilidade do faturamento, com comparativos entre faturados e recebidos e representatividade das glosas por convênio), glosas (análise das glosas por convênio, por setor, análise por motivos de glosas, comparativos por períodos e comparativo entre valores recebidos e glosados), e fluxo de caixa (faturamento do período, contas, saldo e custos por unidade).


A palestrante explicou como as instituições devem se preparar para utilizar os indicadores com a tecnologia de BI. “O primeiro passo é as instituições definirem o que elas precisam medir. Entender o que querem medir, e isso precisa estar atrelado ao planejamento estratégico da instituição, à visão de futuro e propósito que a instituição tem como indicador estratégico. Todos os indicadores precisam estar vinculado a um planejamento estratégico, essa definição é crucial para a implantação de uma ferramenta como essa. Hoje, a Pixeon oferece solução de BI para hospitais, laboratórios e clínicas, e essa solução é padrão para os clientes, mas pode ser customizada, conforme a necessidade de cada instituição”, definiu.


Presidente da FEHOSUL, Cláudio Allgayer, Nactacha e Paulo Petry (Comissão Científica e condução do Seminários de Gestão)

Presidente da FEHOSUL, Cláudio Allgayer, Nactacha e Paulo Petry (Comissão Científica e condução do Seminários de Gestão)

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