Mundo | 10 de janeiro de 2014

A importância da empatia dos médicos

Estudos mostram que a simpatia e a relação mais próxima com o paciente são fundamentais para tratar doenças graves
Novas diretrizes para resolver conflitos no tratamento de pacientes em estado crítico

Uma equipe da Universidade de Rochester (EUA) realizou investigação sobre um assunto complexo na área da saúde: a empatia dos médicos. Muitas vezes sobrecarregados ou desgastados, eles acabam por dar pouca atenção a um fator fundamental para a principal razão da profissão, que é cuidar e tentar salvar o paciente.

O objetivo do trabalho, publicado na revista Health Expectations, foi catalogar palavras e atitudes de oncologistas com seus pacientes através de gravações de áudio, de forma a desenvolver um meio para ensinar a compaixão. A empatia, mais do que palavras agradáveis, gera uma medicina mais humana, que escuta e assiste. Se a notícia (como a da existência de um tumor) é sempre difícil de ser passada, ao menos ela pode ser amenizada com simpatia e delicadeza.

Diagnósticos ruins não se anunciam por telefone ou de maneira informal, o que ajuda a evitar falhas na comunicação. Isso, por si só, não garante uma relação empática. O médico, muitas vezes, é traído por sua linguagem corporal: silêncios, olhares e aparência de preocupação ou tristeza são uma forma subjetiva de comunicação.

O profissional que passa mais tempo no computador, por exemplo, para completar o registro da consulta, acaba por preocupar o paciente. A dureza de alguns médicos, que se recusam a dar espaço para a emoção, cria barreiras.

Conforme reportagem do jornal francês Le Figaro, estudos recentes também confirmam que a simpatia dos especialistas auxilia no aumento da sobrevida dos pacientes com câncer de pulmão metastático. O trabalho acompanhou pessoas logo após o diagnóstico confirmar o tumor. Aqueles que foram acompanhados por uma equipe de cuidados paliativos teve mais qualidade de vida, eram menos deprimidos e sobreviveram, em média, três meses a mais do que os pacientes sem acompanhamento paliativo.

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