Pacientes podem ficar sem medicamento para leucemia
Sem fornecimento do principal fabricante, governo busca alternativas
Os baixos estoques de medicamentos para o tratamento da leucemia linfoide aguda são motivo de preocupação em todo o Brasil após o encerramento da produção da empresa que abastecia o laboratório Bagó, autorizado a comercializar o Elspar (L-asparaginase). O laboratório afirma ter armazenado medicamentos para somente os próximos seis meses. A diretora técnica do laboratório explica que está à procura de um novo fornecedor apto a cumprir as exigências de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Ministério da Saúde também informou que convidará os laboratórios, em caráter de urgência, a apresentar uma alternativa para o problema. Se a medida não surtir efeito, o ministério não descarta a importação de medicamento similar. No país, anualmente, três mil pessoas recebem tratamento, que enfrentariam graves riscos sem a Asparaginase. Em crianças, a terapia é capaz de oferecer chances de até 90% de cura.