Planos de saúde individuais estão cada vez mais raros
Operadoras diminuem a oferta para fugir do controle da ANS
Está cada vez mais difícil firmar contratos de planos de saúde individuais. No Brasil, a rede de operadoras tem recusado este tipo de serviço, medida focada mais em questões econômicas e menos na qualidade oferecida aos seus beneficiários. Embora busque acabar com a comercialização de convênios que descumpram a legislação, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não vê problemas com essa restrição no mercado.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa as maiores seguradoras de saúde do país, afirma que apenas quatro dos 17 grupos de empresas que vendem planos ainda fazem contratos individuais. O principal motivo é o lucro, já que esse serviço tem valores definidos pelo governo. O reajuste máximo dos planos de saúde individuais em 2013 foi de 9% (leia mais aqui).
Atualmente, são 10 milhões de planos individuais no Brasil, representando 20% do setor. De acordo com a ANS, não há obrigação legal para comercialização desses convênios, apenas um dever formal das operadoras em atender os termos contratuais já firmados, mesmo se suspenderem a comercialização desses produtos.
Os planos coletivos, como os de adesão, são as opções que restam aos beneficiários. Tais ofertas não são regulamentadas, nem quanto à cobertura nem quanto aos preços. Assim, os reajustes podem chegar a valores exorbitantes (veja aqui). O que ocorre na prática é que na hora de contratar planos coletivos, os valores são bastante atrativos para o consumidor, porém no primeiro reajuste previsto em contrato, os valores se tornam impraticáveis para muitos.