Estatísticas e Análises | 2 de outubro de 2013

Planos de saúde individuais estão cada vez mais raros

Operadoras diminuem a oferta para fugir do controle da ANS
Oferta de planos de saúde individuais são cada vez mais raros

Está cada vez mais difícil firmar contratos de planos de saúde individuais. No Brasil, a rede de operadoras tem recusado este tipo de serviço, medida focada mais em questões econômicas e menos na qualidade oferecida aos seus beneficiários. Embora busque acabar com a comercialização de convênios que descumpram a legislação, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não vê problemas com essa restrição no mercado.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa as maiores seguradoras de saúde do país, afirma que apenas quatro dos 17 grupos de empresas que vendem planos ainda fazem contratos individuais. O principal motivo é o lucro, já que esse serviço tem valores definidos pelo governo. O reajuste máximo dos planos de saúde individuais em 2013 foi de 9% (leia mais aqui).

Atualmente, são 10 milhões de planos individuais no Brasil, representando 20% do setor. De acordo com a ANS, não há obrigação legal para comercialização desses convênios, apenas um dever formal das operadoras em atender os termos contratuais já firmados, mesmo se suspenderem a comercialização desses produtos.

Os planos coletivos, como os de adesão, são as opções que restam aos beneficiários. Tais ofertas não são regulamentadas, nem quanto à cobertura nem quanto aos preços. Assim, os reajustes podem chegar a valores exorbitantes (veja aqui). O que ocorre na prática é que na hora de contratar planos coletivos, os valores são bastante atrativos para o consumidor, porém no primeiro reajuste previsto em contrato, os valores se tornam impraticáveis para muitos.

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