Geral | 8 de maio de 2013

Ministro da Saúde interdita leitos no Hospital Conceição

Medida visa evitar propagação da superbactéria NDM
Ministro da Saúde interdita leitos

Preocupado com os casos de pessoas infectadas pela superbactéria New Delhi Metallobetalactamase (NDM), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na tarde desta quarta-feira, 8, que 15 leitos da UTI do Hospital Conceição, o maior estabelecimento do grupo de hospitais públicos integrantes do denominado Grupo Hospitalar Conceição, serão imediatamente interditados.

O período de interdição irá variar de três a 10 dias e servirá para a adoção de medidas de descontaminação do local. Em contrapartida, o Sistema Único de Saúde (SUS) abrirá cinco leitos em instituições da Capital e outros 10 em Canoas.

Além da NDM, outra bactéria resistente a antibióticos, a KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) também foi encontrada em pacientes do hospital, que será submetido a auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) que irá investigar se os casos de infecção têm ligação com eventuais problemas de gestão na instituição hospitalar.

FEHOSUL emite nota

Na quinta feira, dia 9, a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul emitiu nota sobre os casos de superbactéria, veja abaixo:

Nota da FEHOSUL sobre a superbactéria NDM

A Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul (FEHOSUL), que congrega hospitais, clínicas e laboratórios de nosso Estado, vem acompanhando, desde abril, após o 1 º Alerta Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS), a evolução da colonização de pacientes hospitalares e comunitários pela superbactéria New Delhi Metallobetalactamase (NDM).

Os Serviços de Controle de Infecção Hospitalar dos hospitais da Capital e do interior vêm intercambiando informações e experiências no sentido de conter e evitar a propagação desta e de outras superbactérias resistentes a antibióticoterapia.

As recentes medidas adotadas pelas autoridades sanitárias, em conjunto com os serviços de vigilância epidemiológica das esferas federal, estadual e municipais, merecem todo o apoio de nossa entidade de classe e das direções dos hospitais associados, por garantirem a necessária segurança assistencial nos serviços prestados à população Rio Grandense.

Clique aqui e saiba mais sobre o caso.

 

 

VEJA TAMBÉM