Política | 25 de maio de 2018

Lotações e compartilhamento de táxi para o transporte de funcionários da saúde no domingo

FEHOSUL e Prefeitura de Porto Alegre concluem acordo 
Lotações e compartilhamento de táxi autorizados para o transporte de funcionários da saúde no domingo

Em reunião realizada na sexta-feira, 25, representantes da prefeitura, Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) e representantes dos consórcios determinaram que no domingo, 27, não haveria circulação de ônibus em toda Porto Alegre. A decisão pegou de surpresa a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do RS (FEHOSUL), que de imediato solicitou contato com representantes do governo municipal. “A decisão da forma como foi pensada inicialmente afetava em grande escala o atendimento de saúde em Porto Alegre e o transporte de nossos profissionais” explica Cláudio Allgayer, presidente da FEHOSUL.

Após intensa negociação entre prefeitura, Sistema FEHOSUL e os estabelecimentos de saúde (hospitais, clínicas e demais centros), ficou acertado que o compartilhamento de táxis está autorizado, com embarque de passageiros nas paradas de ônibus, fora dos corredores. A tarifa será R$ 6,00 por passageiro, independente do itinerário. O pagamento deve ser feito apenas em dinheiro. Os usuários também podem optar pelo serviço convencional de táxi e chamar o veículo por telefone ou aplicativo – mas neste caso, pagar conforme o taxímetro. Também fica autorizado, para vans escolares credenciadas, realizarem o itinerário de ônibus. A tarifa será de R$ 6,00, com pagamento em dinheiro. O serviço de Lotação funciona normalmente, com autorização de transporte em pé de passageiros. As medidas valem também para passageiros normais, não apenas profissionais da saúde. 

Com a flexibilização da Prefeitura, os hospitais estão acertando internamente com o seu pessoal o modelo de transporte mais adequado e os itinerários para locomoção compartilhada. “Os hospitais, em alguns casos, farão grupos de encontros para agrupar de 4 a 5 colaboradores em um mesmo táxi, por exemplo”, explica Allgayer.

Paralelamente à negociação, que envolveu o gabinete do prefeito, Secretaria Municipal de Saúde, EPTC e FEHOSUL, foram contatados os principais hospitais da capital, públicos e privados, que rapidamente ativaram seus esquemas alternativos de contingência envolvendo o transporte de funcionários. Até as 19h30 de sexta-feira já haviam sido confirmados o acionamento de ônibus e vans privadas nos quatro hospitais do Grupo Hospitalar Conceição e nos hospitais Ernesto Dornelles, São Lucas da PUCRS, Moinhos de Vento, Clínicas de Porto Alegre e no Instituto de Cardiologia. A conjugação destas medidas tende a assegurar a manutenção do atendimento assistencial na capital, neste final de semana.

O presidente da FEHOSUL elogiou a pronta ação da Prefeitura após solicitação da FEHOSUL. “Chegamos a uma solução adequada, que consiste em criar alternativas em cada unidade de saúde, com uso de veículos alternativos para levar o colaborador até o local de trabalho e após de volta para o seu lar. É de ressaltar o bom senso da Prefeitura nesse momento crítico, assegurando que os pacientes não sofrerão com a falta de profissionais no atendimento”, destaca Allgayer.

Sábado

Em função do racionamento de combustível, neste sábado, 26, o transporte público seguirá tabela de domingo. Na manhã de segunda-feira está garantido o atendimento, dos primeiros horários até 8h30, e uma nova reunião será realizada às 10h para avaliar a situação e definir como será a disponibilidade de ônibus no restante do dia.

Emergência 

O prefeito Nelson Marchezan Júnior decretou, no início da noite de quinta-feira, 24, situação de emergência no município de Porto Alegre em razão do desabastecimento ocasionado pela paralisação nacional dos caminhoneiros e que já afeta a prestação de alguns serviços na Capital. A medida também foi publicada em edição extra do Diário Oficial. (veja aqui)

O objetivo é o de otimizar recursos existentes e direcioná-los às áreas essenciais (saúde, segurança, transporte público e saneamento básico), concentrando esforços para garantir a continuidade da prestação dos serviços públicos prioritários.

De acordo com o Decreto nº19.999/2018, o Município deve priorizar o abastecimento de combustível para transportes essenciais, como ambulâncias, transporte público e recolhimento de resíduos sólidos. Mesmo com a proposta do governo federal para o encerramento da paralisação, a estimativa é de que ainda se leve até três dias para normalização do abastecimento na Capital.

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