Empregabilidade e Aperfeiçoamento, Gestão e Qualidade | 25 de outubro de 2021

Indicadores em saúde: você sabe como defini-los?

ONA preparou um material com 4 dicas para as instituições definirem indicadores que apoiem os processos de melhoria
Indicadores em saúde você sabe como defini-los

Os indicadores são formas de monitorar o cuidado prestado ao paciente e os processos de trabalho de uma organização de saúde. Pensando nisso, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) preparou um guia com 4 dicas sobre o que os indicadores representam para os processos de melhoria implantados e como eles podem ajudar na jornada do profissional da saúde, aprimorando processos e melhorando resultados.

A primeira dica é que os indicadores precisam ser viáveis, ou seja, os dados precisam estar disponíveis ou serem facilmente coletáveis. O processo para captação de informações precisa ser custo-efetivo, e o investimento para que os dados sejam coletados e analisados precisa valer a pena para a instituição. Em suma, é preciso que o indicador acompanhe situações que são primordiais para a organização. “Dados coletados só possuem significado à medida que são capazes de gerar informações para o processo de decisão, com a finalidade de melhoria contínua da qualidade”, destaca Gilvane Lolato, gerente de Educação da ONA.

Outro ponto importante é que o indicador de qualidade e segurança deve ser publicizado. Ele não deve estar acessível apenas para os gestores, por exemplo, mas precisa ser compartilhado com a equipe. Isso requer uma preparação da equipe para que possa entender o significado do indicador.

O indicador também tem que ser confiável. Se, em condições ou situações semelhantes, o indicador apresenta resultados diferentes, ele não vai auxiliar, de fato, os processos de melhoria.

Gilvane Lolato gerente de Educação da ONA

E, por fim, todo gestor e profissional preocupado com a qualidade deve se perguntar: o indicador tem validade, ou seja, ele serve de alerta para situações que precisam ser acompanhadas? Se o indicador não for específico o suficiente para só detectar aquilo que se quer acompanhar, por exemplo, dificilmente ele servirá para apoiar a  melhoria contínua em uma organização de saúde.

Quando definidas as situações-problema, cabe decidir qual tipo de indicador deve ser aplicado, pois existem os indicadores de protocolos, de segurança, comissões, dentre outros que a organização poderá estabelecer. Mas, seja qual for o tipo, é sempre relevante se questionar e provocar as seguintes reflexões:

Quais mudanças estou conseguindo implantar a partir dos resultados?


Quantas delas geraram melhorias nos meus processos e na organização como um todo?

Indicadores para melhoria e o processo de acreditação

Os indicadores são indícios usados no processo de acreditação ONA em todos os 3 níveis – Acreditado (ONA 1), Acreditado Pleno (ONA 2) e Acreditado com Excelência (ONA 3). Para o primeiro nível, o indicador é uma forma de evidenciar a segurança dos processos; no segundo, o gerenciamento dos processos; e, no terceiro, a efetividade e excelência na gestão.

“A análise feita para a acreditação é completa, olhamos as minúcias, entendemos o desenvolvimento, como é feito e quais evidências estão sendo geradas para que possamos assegurar que aquela instituição oferece um serviço seguro e de qualidade para seus pacientes”, completa Gilvane.

ONA

A ONA é responsável pelo desenvolvimento e gestão dos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde. Hoje, mais de 80% das instituições acreditadas no Brasil adotam o padrão ONA. Além de referência nacional, os padrões ONA são reconhecidos no exterior. A ONA é membro da International Society for Quality in Health Care (ISQua), atuando ao lado de instituições que promovem a qualidade da saúde em diversos países do mundo.

 



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