Gestão e Qualidade | 28 de dezembro de 2021

Hospital Moinhos é o primeiro do Sul do Brasil a receber certificação de uso de energia renovável

100% da eletricidade consumida pela instituição é oriunda de geração eólica, reduzindo impactos ambientais
Hospital Moinhos é o primeiro do Sul do Brasil a receber certificação de uso de energia renovável

 Durante a recente COP26, evento global que discutiu as mudanças climáticas, o Brasil estabeleceu uma meta de redução de 50% das emissões dos gases associados ao efeito estufa até 2030, e neutralizar as emissões de carbono até 2050. Além dos objetivos da nação, cada vez mais empresas e instituições procuram fazer sua parte, por meio de ações de sustentabilidade ambiental.

Exemplo disso é a iniciativa do Hospital Moinhos de Vento, que foi reconhecido com o I-REC, certificado internacional que comprova que toda a energia elétrica consumida em sua operação é de fonte renovável — sendo a primeira instituição do setor na Região Sul do Brasil a receber esse título, no âmbito do Programa Brasileiro GHG Protocol. Atualmente, 100% da energia tem origem em geração eólica, reduzindo o impacto na emissão de gases do efeito estufa.

De acordo com o superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, a conquista é fruto de um trabalho constante para oferecer medicina e assistência com excelência, alinhadas com as melhores práticas de ESG, que é uma estratégia de longo prazo. “Trabalhamos muito focados na constante qualificação dos nossos modelos de governança e tendo o compromisso com a sociedade  como um valor estratégico. Por isso vamos além de buscar sempre os melhores desfechos clínicos com um cuidado humanizado. Temos como prioridade também atuar dentro das melhores práticas de gestão, de sustentabilidade e de responsabilidade social”, pontua.

mohamed parrini evandro moraes

Há seis anos, o Moinhos integra o Mercado Livre de Energia, ambiente no qual as empresas geradoras, comercializadoras e consumidoras podem negociar livremente o fornecimento de energia elétrica. Nesse período, o hospital teve uma economia de R$ 21 milhões — um ganho de quase 30% em relação ao Mercado Cativo. Esse valor foi reinvestido na infraestrutura da instituição, trazendo benefícios no atendimento ao paciente. “Com isso, seguimos avançando na evolução da prática médica, medicina de ponta e assistência de excelência, marcas de nossos 94 anos de história”, destaca Evandro Moraes, superintendente administrativo do Hospital Moinhos de Vento.

O trabalho de adequação e busca do reconhecimento foi feito em parceria com a multinacional francesa ENGIE, maior produtora privada de energia elétrica no Brasil. Dentro desse trabalho de sustentabilidade ambiental, a instituição conquistou, em setembro o Selo Prata do GHG Protocol, como a primeira instituição hospitalar do Sul do país a publicar seu primeiro inventário de emissões de gases do efeito estufa. Nos próximos dois anos, o Moinhos busca neutralizar completamente suas emissões de carbono.



VEJA TAMBÉM