Gestão e Qualidade, Multimídia | 1 de novembro de 2017

Hospital Moinhos de Vento inaugura prédio de internação com 100 novos leitos

Investimento de R$S 112 milhões garantirá 5 mil novos atendimentos por ano
Hospital Moinhos de Vento inaugura prédio de internação com 100 novos leitos

O Hospital Moinhos de Vento (HMV) inaugurou um moderno prédio de internação, com capacidade de 100 leitos, que possibilitará um aumento de 5 mil atendimentos por ano. O novo edifício, que possui oito andares, teve investimento de R$ 112 milhões. Destes, cerca de R$ 25 milhões foram destinados para a aquisição de equipamentos, o que indica a atenção especial dada pelo Hospital para oferecer tecnologia de ponta e o melhor atendimento aos pacientes. Com o novo prédio, serão abertas 500 vagas diretas de trabalho, em Porto Alegre, que se somam aos atuais 4 mil colaboradores da instituição.

Dos 100 leitos, 48 são para internação, 17 destinados para o Centro de Terapia Intensiva Adulto (CTIA), 20 do Centro de Terapia Hematológica e um andar diferenciado para pacientes do Unique Moinhos. Durante a cerimônia de inauguração, os convidados conheceram setores do novo prédio – interligado aos demais setores do complexo hospitalar.

A ampliação de vagas de internação foi comemorada pelo Dr. Luiz Antônio Nasi, superintendente médico do HMV, que analisou o fenômeno do fechamento de hospitais e a diminuição de vagas oferecidas à população. “Nos últimos 30 anos, a cidade de Porto Alegre praticamente só vivenciou o fechamento de hospitais. Entregarmos cem leitos para a comunidade é fundamental, com a carência muito grande que temos, tanto no serviço público como no privado”, explicou Nasi, em seu pronunciamento na oportunidade.

Lideranças do HMV confraternizaram com as autoridades e convidados

Lideranças do HMV confraternizaram com as autoridades e convidados

 

A moderna CTIA, localizada no terceiro andar, “ foi concebida para acelerar a recuperação motora e cognitiva, com equipamentos de fisioterapia de última geração” explicou o médico Cassiano Teixeira, chefe-médico da CTIA. Para contribuir no bem-estar e no melhor tratamento dos pacientes internados, há uma área externa de 40 m² com grama, árvores e flores para os pacientes circularem ao ar livre.

O tratamento de fisioterapia, que possui um conceito diferenciado, também foi enfatizado pelo Dr. Nasi. “O tratamento nesta área externa irá acelerar a recuperação e encurtar o tempo de permanência hospitalar”. O superintende médico ressaltou que o novo prédio trará grande impacto. “Os leitos inaugurados são de alta complexidade, mas também trazem inovação”, concluiu.

O conforto dos familiares foi outro aspecto levado em conta na concepção do novo prédio de internação, e por isso as novas unidades da CTIA são maiores. Desde 2015, o Hospital Moinhos de Vento adota o padrão de visita ampliada de um familiar, que pode permanecer até 12 horas ao lado do leito. Com o projeto UTI Visitas, os pacientes passaram a ter uma recuperação melhor e recebem alta, em média, um dia antes do que o registrado no passado.

Parrini: “Estamos muito orgulhosos de entregarmos este prédio nos 90 anos do hospital Moinhos de Vento".

Parrini: “Estamos muito orgulhosos de entregarmos este prédio nos 90 anos do hospital Moinhos de Vento”.

 

O superintendente Executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, comemorou as melhorias que poderão ser observadas com o novo prédio de internação do HMV. “Estamos muito orgulhosos de entregarmos este prédio nos 90 anos do hospital Moinhos de Vento. É um prédio com muita tecnologia, um andar exclusivo para Onco-Hematologia, também uma nova UTI. Traz mais conforto e uma experiência melhor para o paciente”, afirmou.

Parrini também enfatizou as dificuldades habituais que são encontradas no Brasil para finalizar e entregar obras importantes para a população. O executivo ressaltou o empenho do HMV e de seus colaboradores envolvidos no projeto. De acordo com o superintendente Executivo, as obras foram projetadas em 2009, com a assinatura do contrato em 2010 e que entraves burocráticos postergaram a conclusão. “Isso mostra como este país ´colabora´ com o desenvolvimento da saúde, somente agora conseguimos entregar esta obra”.

O presidente do Conselho de Administração da Associação Hospitalar Moinhos de Vento, Eduardo Bier de Araújo Correa, frisou a importância do novo prédio para otimizar o atendimento demandado na instituição. “Nós estamos muito contentes de hoje estarmos realizando esta ampliação, que nos permitirá atender as pessoas que estávamos tendo dificuldades. É uma ampliação relevante, não só para a instituição, mas para a comunidade”, ponderou.

O governo estadual foi representado pelo secretário da Saúde do RS, João Gabbardo dos Reis. Gabbardo salientou a importância do novo prédio de internação para toda a saúde do Rio Grande do Sul, ressaltando que é equivocado pensar a saúde pública e privada de maneira isolada uma da outra.

“Passou o tempo que se achava que o poder público era o responsável pelo atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde. Quanto mais pessoas tiverem planos de saúde e puderem ser atendidas nos hospitais privados, mais se desafoga o sistema público. A abertura de leitos aqui vai viabilizar a liberação de leitos no SUS”, enfatizou o secretário da Saúde. A Prefeitura de Porto Alegre fez-se presente através de Tatiana Breyer, coordenadora adjunta de Atenção Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde.

Novas tecnologias disponíveis

Entre outras facilidades nas unidades de internação, janelas grandes favorecem a entrada da claridade natural. E como os monitores dos equipamentos não ficam presos a paredes, as camas podem girar 360 graus – ficando de frente para a janela, por exemplo. A equipe assistencial também ganha conforto para realizar seu trabalho e fica mais próxima de cada paciente.

Ainda na parte tecnológica, colunas articuladas com tomadas e pontos de gases medicinais facilitam a assistência. Há telas touch screen ao lado do leito para o acesso imediato a exames de laboratório, raio X e tomografia.

O Centro de Terapia Hematológica ocupa todo o sétimo andar, com 20 leitos, e foi concebido para o tratamento de pacientes imunossuprimidos graves. O sistema de ar-condicionado faz 12 filtragens por hora e duas renovações completas de todo o ar nesse tempo. O ar de fora não entra no ambiente, porque a pressão é sempre superior às áreas ao lado.

“Com o ar filtrado, se reduz o risco de infecção por fungos. E os pacientes poderão circular fora dos quartos, apesar da imunidade baixa”, afirmou a hematologista Claudia Caceres Astigarraga, coordenadora-médica do Centro de Terapia Hematológica do Hospital Moinhos de Vento.

A médica destaca que, agora instalado em um local definitivo, o Centro de Terapia Hematológica – em funcionamento desde 2014 – reforça a proposta de atuação do hospital em alta complexidade. O atendimento contempla doenças onco-hematológicas como leucemia, mieloma múltiplo e linfoma, além de transplante de medula óssea.

Em 2015, uma equipe multidisciplinar fez o primeiro transplante de medula no Hospital Moinhos de Vento. A instituição, que desde o início recebeu permissão do Ministério da Saúde para realizar procedimentos autólogos (células provêm do próprio paciente) e alogênico aparentado (doador da família), a partir de 2018 poderá fazer alogênico não aparentado (células de um doador compatível, de fora da família).

Área interna da ampliação do HMV

Área interna da ampliação do HMV

 

Edifício inteligente

Localizado na parte alta da rua Dr. Vale, o novo prédio incorpora conceitos dos chamados “edifícios inteligentes”. Fachadas ventiladas melhoram a condição térmica interna e otimizam o sistema de climatização. As esquadrias têm isolamento acústico. Uma atenção especial foi dedicada ao sistema elétrico: há entrada dupla de energia e geradores e nobreaks foram instalados com redundância, para garantir fornecimento ininterrupto de eletricidade.

Como em diferentes locais do complexo do Hospital Moinhos de Vento, uma obra de arte foi instalada no jardim, na frente do novo prédio. É uma escultura em mármore feita pelo artista plástico e médico Paulo Aguinsky. Omphalos, o nome da obra, é uma palavra de origem grega que significa umbigo – considerado um símbolo do centro da vida.

Colunas articuladas com tomadas e pontos de gases medicinais facilitam a assistência. Há telas touch screen ao lado do leito para o acesso imediato a exames de laboratório, raio X e tomografia

Colunas articuladas com tomadas e pontos de gases medicinais facilitam a assistência. Janelas grandes favorecem a entrada da claridade natural. Monitores dos equipamentos não ficam presos a paredes. As camas podem girar 360 graus – ficando de frente para a janela

 

Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul

Representando a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul (FEHOSUL), o diretor executivo Dr. Flávio Borges saudou a ampliação de leitos do HMV. “A FEHOSUL saúda esta iniciativa do Hospital Moinhos de Vento, que alivia a emergência do hospital em si, mas também de todo o sistema de saúde da cidade. Mais leitos significam benefício para a sociedade gaúcha como um todo. Não importa se a origem é por convênios, ou SUS, porque o sistema de saúde é único”.

 

* Com informações assessoria de comunicação do Hospital Moinhos de Vento e Portal Setor Saúde. Fotos Leonardo Lenskij.

 

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