Estatísticas e Análises | 12 de março de 2014

Farmacêuticas diminuem remuneração aos médicos

Estudo aponta para redução nos valores repassados aos profissionais de cuidados
Farmacêuticas diminuem remuneração aos médicos

Nos EUA, os pagamentos efetuados por empresas farmacêuticas para os profissionais de saúde estão em declínio, conforme dados coletados no período de 2011 a 2012 pela ONG Propublica. Um fator para isso é o aumento da transparência desses pagamentos, bem como a perda de patente de medicamentos líderes no mercado.

O projeto que fez a pesquisa denominado Dollars for Docs (Dólares para os Médicos) mostra que no quesito Pagamentos para Pesquisa os valores tiveram aumento. Veja aqui os dados completos (em inglês).

Foram estudados os dados divulgados pelas seguintes empresas: AbbVie, Allergan, AstraZeneca, Eli Lilly, Forest, GlaxoSmithKline, Johnson & Johnson, Novartis, Valeant, ViiV, Cephalon, Pfizer, Merck, EMD Serono, UCB, Valeant.

Para chegar ao resultado, a Propublica dividiu as remunerações em seis tópicos: Pesquisa, Alimentação, Indicação (de remédios e tratamentos), Viagem, Consultas e Presentes.

 Indicação: Os pagamentos aos prestadores para indicações tiveram redução de 38,1% entre nove empresas. Apenas duas tiveram alta nesse quesito: Johnson & Johnson (US$ 14,1 milhão em 2011 e US$ 16,5 mi em 2012) e EMD Serono (US$ 329,8 mil em 2011 e US$ 992,3 mil em 2012).

 Pesquisa: Os pagamentos aos médicos e demais prestadores de cuidados para pesquisa foi o item que teve aumento, de 6,9%, na média geral. Destaque para a Eli Lilly, que subiu de US$ 150 milhões (2011) para US$ 180,5 milhões (2012).

Alimentação: Os pagamentos para as refeições diminuíram 20,9% entre sete empresas, sendo a maior queda da Pfizer: US$ 12,9 milhões (2011) para US$ 7,9 milhões (2012).

Viagem: Prestadores de cuidados de saúde que precisam viajar profissionalmente viram essa verba diminuir 29,1% entre seis empresas. A maior diferença, entre as quantias registradas entre 2011 e 2012, foi da Eli Lilly (caiu de US$ 8,2 milhões para US$ 3,9 milhões).

 Consultas: Os pagamentos para consultas diminuíram 18,7% entre nove empresas. Apenas a Cephalon (de US$ 1 milhão para US$ 3,7 milhões) e a EMD Serono (US$ 563,2 mil para US$ 673,7 mil) aumentaram os gastos nesse item.

Presentes (e ítens assemelhados): Os pagamentos aos profissionais diminuiram 47,3% entre três das quatro empresas que relataram os dados desse quesito: Pfizer, AstraZeneca e EMD Serono. A única com números positivos foi a Cephalon (US$ 175,1 mil para US$ 266,6 mil).

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