Ebola mobiliza países e comunidade científica mundial
Parcerias objetivam disponibilizar medicamentos para enfrentar a doença
A fabricante de medicamentos britânica GlaxoSmithKline (GSK) anunciou que, em breve, iniciará os testes clínicos de uma vacina experimental contra o vírus Ebola. A empresa trabalha em conjunto com cientistas norte-americanos do Instituto Nacional de Alergia e Infectologia (NIAID, na sigla em inglês).
A medida surge em meio ao pior surto de Ebola do mundo, que já matou aproximadamente mil pessoas no Oeste da África. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença ainda pode continuar a se espalhar por meses, o que aumenta a pressão sobre pesquisadores para acelerar o trabalho em novas intervenções médicas.
Ainda não existe vacina comprovada para o Ebola e o surto na África fez com que a OMS declarasse situação de emergência internacional. A vacina da GSK já produziu resultados promissores em estudos com animais e deverá iniciar testes em humanos, dependendo apenas de aprovação da agência reguladora norte-americana (FDA).
Através de pronunciamento oficial a companhia afirmou, no dia 10 de agosto, que os testes devem ser iniciados ainda no ano corrente. Mais preciso, o NIAID comunicou, através do site oficial, que os trabalhos começam “no outono (no hemisfério norte) de 2014”. Ou seja, os testes podem iniciar já em setembro.
Já o Canadá anunciou que vai doar entre 800 e mil doses de um novo medicamento para enfrentar a doença. Segunda a ministra da Saúde do Canadá, Rona Ambrose, a vacina conhecida como VSV-Ebov, nunca foi testada em seres humanos, mas obteve resultados animadores em testes com animais. “O Canadá acredita que a vacina experimental é um recurso global. Por isso, estamos partilhando com a comunidade internacional, uma vez que temos pequena quantidade no país”, disse Rona.
Nesta quarta, dia 13, a OMS disse que é necessário destinar US$ 100 milhões para combater a epidemia de ebola, que já matou mais de mil de pessoas na África Ocidental. Para acelerar uma resposta à doença, a entidade aprovou na terça, dia 12, o uso de tratamentos experimentais contra o ebola, sob o ponto de vista ético, embora não tenha especificado quem terá prioridade para receber os medicamentos.
Segundo a Anvisa, em relação ao risco do Ebola no país, a atual situação é de monitoramento e a possibilidade de haver casos importados é baixa, pois a transmissão se dá pelo contato muito próximo com o doente. A Anvisa mantém uma rotina de alerta e de vigilância dos viajantes em Portos, Aeroportos e Fronteiras. A agência brasileira diz que tomará novas ações na medida em que o OMS alterar o seu nível de alerta.