Gestão e Qualidade | 1 de julho de 2019

CBEXs realiza segundo encontro do ano em Porto Alegre

Evento do Capítulo Sul contou com três palestras
CBEXs realiza segundo encontro do ano em Porto Alegre

Três palestras foram apresentadas no segundo encontro do ano do Capítulo Sul do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs), na sexta-feira (28).  A atividade ocorreu na sede conjunta da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do RS (FEHOSUL) e Associação dos Hospitais do RS (AHRGS) e contou com o apoio institucional da Fasaúde/IAHCS.

O encontro contou com palestras do diretor executivo do IAHCS Acreditação, Sérgio Ruffini; da coordenadora do Núcleo Interno de Regulação do Hospital de Clinicas de Porto Alegre, Beatriz Schaan, e do Superintendente Executivo do Hospital Mãe de Deus, Fábio Fraga. A abertura e a coordenação da atividade ficou por conta do associado e fellow, Odacir Rossato, Superintendente Administrativo do Hospital Ernesto Dornelles.

Coordenação da atividade ficou por conta do associado e fellow Odacir Rossato

Coordenação da atividade ficou por conta do associado e fellow Odacir Rossato

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Sérgio Ruffini (IAHCS Acreditação) 

O diretor executivo do Instituto de Acreditação Hospitalar e Certificação em Saúde (IAHCS Acreditação) apresentou a palestra A Acreditação para a segurança dos pacientes.

O palestrante abordou os procedimentos necessários para a gerência de processos, em que são definidas, construídas e entregues as soluções para o paciente. A integração entre segurança (não causar dano) e qualidade no processo foi ressaltada por Ruffini.


“Não causar dano significa eliminar a condição de risco. A entrega tem que ter uma qualidade assistencial resolutiva, capaz de resolver. E que meu processo de produção tenha todas as condições de segurança para que em toda a etapa não promova danos. Isso é o que as pessoas falam, mas não entendem o que é geração de valor. O valor é o que os clientes estabelecem. E eles vão estabelecer o que é valor à medida que esse processo de qualidade e segurança for atendido”, explicou.


“A Acreditação para a segurança dos pacientes" foi tema da palestra de Sérgio Rufini

“A Acreditação para a segurança dos pacientes” foi tema da palestra de Sérgio Ruffini

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O palestrante também citou os processos necessários que as instituições necessitam dominar para estarem aptas às fases 1, 2 e 3 da certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

 Beatriz Schaan (Hospital de Clínicas de Porto Alegre)

A segunda palestra, com o tema Regulação e Racionalização no Uso de Leitos e Impacto na Gestão do Paciente Crítico: a Experiência do Hospital de Clínicas, foi apresentada pela Dra. Beatriz Schaan, coordenadora do Núcleo Interno de Regulação (NIR), do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).


Schaan apresentou os processos e os impactos gerados pelo NIR. Um dos resultados gerados foi a diminuição no tempo de espera de pacientes na Emergência. De acordo com a palestrante, foi feita uma adequação entre casos ambulatoriais e de emergência, com análises individualizadas, que ocasionou em um fluxo mais organizado e um tempo de espera menor. “Isso fez com que o nosso tempo de espera para internação caísse drasticamente para sete dias, à medida que tiramos da fila quem não precisava internar e que deveria resolver seu processo no ambulatório”, disse.


Beatriz Schaan, coordenadora do Núcleo Interno de Regulação do HCPA

Beatriz Schaan, coordenadora do Núcleo Interno de Regulação do HCPA

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A palestrante também citou o Programa de Altas, em que a partir de 2018 foi implementado o Time de altas hospitalar, e em 2019 o Time de altas de Emergência, com o objetivo de otimizar o giro de leitos e diminuir o tempo médio de internação e reinternação.  Schaan também citou o projeto Lean nas Emergências, em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição e Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.

Fábio Fraga (Hospital Mãe de Deus)

O superintendente executivo apresentou o Novo Modelo de Gestão e Assistência do HMD [Hospital Mãe de Deus]. Fraga abordou a governança clínica do hospital, baseada em seis pilares:

1) Transparência,

2) Efetividade da intervenção clínica,

3) Auditoria clínica,

4) Gestão dos riscos e eventos adversos,

5) Educação e treinamento dos profissionais,

6) Pesquisa clínica e desenvolvimento. 

“ Esse modelo de governança clínica foi a base da transformação ocorrida. Todos os seis itens foram rediscutidos e estamos 100% aderentes a esses itens”, afirmou.


O fluxo do paciente na instituição é acompanhado por uma equipe multidisciplinar, ou seja, as lideranças de cinco especialidades (Cardiologia, Neurologia, Oncologia, Ortopedia e Traumatologia, e Cirurgia Geral) reúnem-se semanalmente com os gestores do HMD. “Todos precisam estar presentes, às quintas-feiras, com a governança clínica do hospital, onde são avaliados todos os indicadores”, explicou.


Fraga abordou a governança clínica do hospital, baseada em seis pilares

Fraga abordou a governança clínica do hospital, baseada em seis pilares

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Fraga também apontou a Central de Controle, em que há a integração dos gestores com os processos das cinco especialidades da instituição por meio da Tecnologia da Informação (TI). Ele explicou que, em 2018, foi desenvolvida a Sala de Controle, que disponibiliza informações real-time de processos chaves dentro da Instituição para aumentar a eficiência assistencial e satisfação do paciente. “Controlamos, na Sala de Controle do Mãe de Deus, o tempo de permanência dos pacientes na sala de recuperação pós-operatório”, disse.

“A instituição precisa se empoderar e tomar conta do cuidado do paciente, tirando um pouco do médico essa responsabilidade. E foi neste ponto que introduzimos algumas mudanças. O bom médico se vê amparado por esse processo”, disse Fábio Fraga.

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