Alergias: um dos males do Século XXI
Ocupam a quarta colocação entre as doenças crônicas na avaliação da OMS
No quadro de doenças crônicas da Organização Mundial da Saúde (OMS), as alergias ocupam a quarta colocação. Este mal aumenta de forma exponencial em escala global, se tornando uma das patologias mais preocupantes do século.
Para a grande maioria da população, o maior risco de morte está em coisas simples, como uma picada de abelha ou o consumo de um alimento que dê alergia. Coceira nos olhos, nariz congestionado, tosse e dificuldade respiratória, são comuns em épocas de troca de estação. Para a OMS, o mais preocupante é a estimativa de que, em 2050, uma em cada duas pessoas será alérgica.
A alergia é uma resposta imune inadequada e excessiva do sistema, que ocorre quando o corpo é colocado em contato com uma substância estranha, incorretamente identificado como perigosa. Essa disfunção pode ter uma infinidade de fatores desencadeantes. O mais notório, porém sazonal, é o pólen, que se manifesta por crises de espirros, conjuntivite, coriza, com o risco de complicações que podem levar à asma crônica.
Alergistas acreditam que a poluição do ar e partículas liberadas pelos gases de escape dos automóveis, contribuem para essa proliferação em ambientes urbanos. Especialistas também questionam o efeito colateral de muita higiene em relação a germes e outros microorganismos. A purificação da água e o uso intensivo de antibióticos destroem microorganismos, seja bom ou ruim.
A alergia tende a florescer em nosso cotidiano, uma vez que os ambientes são cada vez mais fechados e muitas vezes mal ventilados. Nos países industrializados, as alergias alimentares (como intolerância a lactose) afetam de 10% a 25% das crianças e 10% dos adultos no mundo.