Agenda 2020 atualiza diagnóstico sobre a realidade da saúde no RS
Estudo, com números atualizados para 2012, apresenta novidades sobre os quatro eixos analisados pelos integrantes do Fórum Temático
Os integrantes do Fórum Temático de Saúde da Agenda 2020, coordenado pelo presidente da FEHOSUL, Dr. Cláudio José Allgayer, reuniram-se nesta quarta-feira, 17, para discutir sobre a atualização dos dados do diagnóstico sobre o cenário da saúde no Rio Grande do Sul. As informações – que continham números até 2011 – recebeu um upgrade para dados de 2012, apresentando uma realidade atualizada sobre a saúde pública no Estado.
Os dados analisados estão relacionados a 24 municípios que representam 58% do Produto Interno Bruto (PIB) e 51% da população do Estado.
O coordenador da atualização dos dados, Dr. Eduardo Elsade, fez uma crítica aos recursos financeiros destinados ao Estado e aos municípios analisados. “Estamos estagnados em termos de aporte financeiro”, declarou. Para ele, a gestão única dos municípios é o principal entrave para as dificuldades de acesso e gestão do sistema de saúde atualmente. “As cidades que não aderiram a esse modelo, que não tem regulação do município, tem melhor gestão da saúde”, afirma.
Uma das constatações após a atualização, foi que não há dados sobre a mortalidade infantil e materna dos últimos dois anos nos órgãos oficiais. No estudo apresentado, foram incluídos apenas os dados de 2010.
Os dados analisados demonstram que o Rio Grande do Sul tem uma particularidade: o Estado tem o Instituto de Previdência (IPE- Saúde), que atende, em média 10% da população estadual. Em Caxias do Sul também há o Instituto de Previdência de Caxias. Ambos não são regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, por isso, não tiveram seus dados incluídos no diagnóstico obtido junto a ANS. Porém, o grupo está integrando estes dados para serem analisados conjuntamente com todo o estudo, no que se refere a saúde suplementar.
Leomar Bammann, Diretor Administrativo do Hospital São Lucas da PUCRS, colocou outra questão aos integrantes do Fórum Temático de Saúde. Para ele, é importante que o custo da Atenção Básica também seja discutido pelo grupo, uma vez que é o cenário do futuro na saúde no Brasil. “É um custo astronômico e que não se tem resultado efetivo. O custo com médico aumentou em 70% no último ano sem apresentar um resultado efetivo. O custo da saúde no Brasil não é real e vai encarecer a saúde no país nos próximos anos”, alertou Bammann.
Todo o material será analisado por todos os integrantes até o final da próxima semana, quando farão sugestões, recomendações e críticas visando enriquecer o material.
Uma nova reunião será agendada para o início de maio, para ser redigida a versão final do documento e o planejamento para as próximas ações do Grupo Temático da Saúde.