Gestão e Qualidade | 13 de outubro de 2026

CONAHP 2026 debate por que temas apoiados pelo setor avançam pouco na prática

Congresso da ANAHP em São Paulo marca os 25 anos da entidade e reúne especialistas do Brasil e do exterior em cinco eixos de debate.
CONAHP 2026 debate por que temas apoiados pelo setor avançam pouco na prática

O CONAHP 2026 acontece nesta quarta e quinta-feira (14 e 15 de outubro), no TRANSAMERICA EXPO CENTER, em São Paulo (SP). A edição celebra os 25 anos da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HOSPITAIS PRIVADOS (ANAHP), que organiza o encontro e o apresenta como o principal congresso de saúde do país. Na pauta, uma pergunta incômoda para o próprio setor: por que agendas com apoio amplo andam tão devagar?


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Para Antônio Britto, diretor-executivo da ANAHP, o diagnóstico já existe. Falta execução. “Temos um conjunto de temáticas que há anos reúne o apoio de diferentes segmentos da saúde, mas que avançam muito pouco na prática. Precisamos entender por que isso acontece. O desafio não é apenas saber o que deve ser feito, mas construir as condições para que as mudanças aconteçam. Isso passa pela capacidade de o setor atuar de forma articulada, reconstruir relações de confiança e estabelecer objetivos comuns”, afirmou em comunicado da entidade.


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Os debates ocorrem sob pressão crescente sobre o sistema. Envelhecimento da população, avanço das doenças crônicas, dificuldades de financiamento e a necessidade de ampliar o acesso à assistência formam o pano de fundo. Na saúde suplementar, as relações entre operadoras, hospitais e fornecedores também entram em discussão, com foco no diálogo e em soluções sustentáveis para questões estruturais.


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Cinco eixos de debate

A programação está dividida em cinco eixos: Compromissos Setoriais; Tecnologia e Inteligência em Saúde; Financiamento e Sustentabilidade; Pessoas, Trabalho e Liderança; Legitimidade Social e Impacto.


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Entre os temas previstos estão sustentabilidade financeira, saúde suplementar, integração público-privada, regulação, formação e retenção de profissionais e envelhecimento da população. A inteligência artificial aparece em duas frentes, na assistência e na gestão. O congresso também vai tratar dos obstáculos que emperram avanços em prevenção, uso de dados, interoperabilidade e integração entre os agentes da saúde.

Modelos de cuidado, valor em saúde, experiência e participação do paciente, segurança e qualidade assistencial, sustentabilidade ambiental e o papel das lideranças completam a agenda.

Territórios Jornada do Futuro

Um dos destaques é a iniciativa Territórios Jornada do Futuro, concebida pela ANAHP para apresentar perspectivas sobre a organização do sistema de saúde. A proposta liga três frentes: a coordenação do cuidado, a integração entre os setores público e privado e a articulação entre os elos da cadeia da saúde para ampliar o acesso à inovação.

Quem participa

Entre os nomes confirmados estão Alexandre Kalache, médico-gerontólogo; Ann Somers Hogg, diretora de pesquisa em saúde do CHRISTENSEN INSTITUTE; April Saathoff, do JOHNS HOPKINS; Michelle Schneider, especialista em inteligência artificial; Carlos Nobre, cientista e pesquisador; Gonzalo Vecina, médico e professor; Arthur Aguillar, diretor de Políticas Públicas do IEPS; Bruno Sobral, diretor-executivo da FENASAÚDE; e Renato Porto, presidente-executivo da INTERFARMA.

Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da ANAHP, liga o congresso à trajetória da entidade. “Os 25 anos da ANAHP representam uma trajetória de contribuição para o desenvolvimento da saúde no Brasil. O CONAHP faz parte desse compromisso ao reunir lideranças, instituições e especialistas para discutir caminhos capazes de responder aos desafios atuais e futuros do setor. É uma oportunidade de compartilhar experiências e fortalecer o diálogo entre os diferentes elos da cadeia da saúde”, disse, também em comunicado.

A programação completa está disponível no site do congresso.

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