Weinmann oferece teste para diagnóstico da varíola dos macacos
Inicialmente, os testes poderão ser realizados nas unidades em Porto Alegre, Cachoeirinha e Gravataí, além de estar disponível pelo serviço de atendimento móvel em Porto Alegre e Região Metropolitana
O laboratório Weinmann acaba de colocar em rotina o teste por PCR em tempo real (RT-PCR) para diagnóstico da varíola dos macacos. O exame é realizado mediante pedido médico, com resultado em até três dias úteis. Inicialmente, os testes poderão ser realizados nas unidades do Weinmann em Porto Alegre (nos pontos Menino Deus, Moinhos de Vento, General Vitorino, Nilo Peçanha, Zona Sul, Farrapos, Anita Mall, Bourbon Shopping Ipiranga e Lindoia Shopping), nos municípios de Cachoeirinha e Gravataí, além de estar disponível pelo serviço de atendimento móvel do Weinmann em Porto Alegre e Região Metropolitana.
Diferença entre os métodos
O Grupo Fleury, por meio de suas marcas regionais Fleury Medicina e Saúde e a a+ Medicina Diagnóstica em São Paulo, foi o primeiro grupo de laboratórios privados a oferecer o exame, mas pelo método PCR seguido de sequenciamento genético, desenvolvido internamente pela área de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Fleury. Tanto o teste por PCR seguida de sequenciamento quanto a RT-PCR apresentam a mesma acurácia diagnóstica. Entretanto, o segundo tem um custo menor e pode ser realizado em larga escala, algo que favorece o sistema de saúde devido ao aumento do número de casos suspeitos da doença no País.
“O primeiro teste foi a solução que encontramos para suprir rapidamente a demanda e oferecer aos pacientes o acesso ao diagnóstico. O sequenciamento genético do vírus é também uma etapa importante para a confirmação dos primeiros casos. Contudo, envolve um custo maior e demora cerca de cinco dias para que os laboratórios obtenham o resultado. Por outro lado, quando há ampla circulação comunitária, a RT-PCR se aplica melhor às necessidades diagnósticas, por ser um teste mais rápido, ter menor custo e possibilitar maior capacidade de processamento”, explica a Dra. Carolina Lázari, infectologista do Grupo Fleury, detentor da marca Weinmann no Rio Grande do Sul.
Para o teste por RT-PCR, o material é coletado da lesão cutânea ou de mucosa e enviado em tubo estéril até o laboratório, onde é realizada a extração do material genético. O DNA obtido é utilizado em reação de cadeia da polimerase (PCR), desenvolvida para amplificar especificamente o material genético do vírus Monkeypox.
Como o vírus é transmitido?
A transmissão da varíola dos macacos ocorre por meio de:
Contato próximo com lesões – principal via no atual surto
Fluídos corporais
Gotículas respiratórias
Objetos e superfícies contaminados
Quais são os principais sintomas?
Os principais sinais incluem:
Lesões de pele e mucosas, únicas ou múltiplas, desde pequenos nódulos que lembram uma “espinha” até as maiores com aspecto de bolha. Podem aparecer em qualquer parte do corpo, subitamente, inclusive na região genital, anal ou na cavidade oral
Dor de cabeça
Febre acima de 38,5°C
Dores musculares e no corpo
Fraqueza profunda
* No surto atual, nem todos os casos têm apresentado comprometimento do estado geral, podendo haver somente as lesões de pele.
Como ocorre o tratamento?
Não existe um tratamento específico para a doença, mas sim para os sintomas, principalmente a dor, que pode ser intensa nas lesões. O aconselhamento é que o indivíduo permaneça em isolamento domiciliar até que todas as lesões estejam cicatrizadas.
Como prevenir?
A recomendação dos especialistas para prevenir a varíola dos macacos é evitar contato com pessoas que estejam infectadas e lavar as mãos regularmente. As práticas de sexo seguro também têm se mostrado importantes no surto atual.
** Em caso de suspeita, é essencial buscar um profissional de saúde para estabelecer o diagnóstico e acompanhamento.
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Onde o exame é realizado?
Até o momento, o Grupo Fleury disponibiliza o teste para diagnóstico da varíola dos macacos por meio de suas marcas de Medicina Diagnóstica que estão localizadas nos estados de São Paulo (SP), Paraná (PR) e Rio Grande do Sul (RS). No entanto, a coleta é realizada em unidades específicas, visto que requer procedimentos especiais. As informações sobre as unidades que oferecem o exame podem ser obtidas nas centrais de atendimento de cada marca.
A expectativa é que, em breve, o Grupo Fleury inicie a ofertar o exame em todas as demais marcas de Medicina Diagnóstica regionais, tão logo sejam estabelecidos os fluxos com as Vigilâncias Epidemiológicas locais e respectivos laboratórios de referência.
Logística dos casos positivos
Conforme determinação do Ministério da Saúde, os testes positivos devem ser encaminhados a um dos quatro laboratórios públicos de referência nacional. No caso do Grupo Fleury, o Instituto Adolfo Lutz, para as amostras provenientes do estado de São Paulo e região Sul do Brasil. Nele, a amostra é verificada e passa a integrar os dados nacionais sobre a varíola dos macacos. Para os demais estados, estão sendo estabelecidos os fluxos com as Vigilâncias Epidemiológicas locais e respectivos laboratórios de referência.
“Por se tratar de uma epidemia, esse procedimento é necessário, visto que, a princípio, a vigilância epidemiológica só considera confirmados os casos com exames positivos realizados em laboratórios públicos de referência, assim como ocorreu no início da pandemia de COVID-19. Dessa forma, nós liberamos um laudo preliminar para as amostras positivas, informando o resultado e explicando que ele será enviado ao laboratório de referência para confirmação. Depois, nós monitoramos a liberação do resultado – até o momento, todas as amostras positivas que enviamos ao Instituto Adolfo Lutz tiveram resultado confirmado. Quando o laudo oficial é liberado, complementamos o nosso laudo e incluímos esta informação”, ressalta a Dra. Carolina.