SUS disponibiliza novo medicamento para microcefalia
Levetiracetam reduz número de convulsões e ameniza reações adversas
O Ministério da Saúde incorporou novo medicamento para o controle de convulsões em pacientes com microcefalia decorrente de infecção pelo Zika vírus. O Levetiracetam, que já é utilizado em países como Canadá e Escócia, apresentou redução no número de convulsões em usuários pediátricos com a doença e menor reação adversa. A nova aquisição estará disponível aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em até 180 dias.
O investimento ocorrerá até 2022, com um valor de R$ 1,6 milhão. Atualmente, o SUS já oferta medicamentos anticonvulsivantes, como o Carbamazepina e o Ácido Valpróico, para auxiliar no tratamento da microcefalia. Desde outubro de 2015, 2.869 casos de microcefalia foram confirmados no Brasil.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância do medicamento. “O Ministério passa a ofertar um dos medicamentos mais modernos no mundo para o tratamento de crianças com microcefalia. Esse é mais um importante passo que damos na melhoria da qualidade de vida e na ampliação da assistência, no âmbito da saúde pública, para essas crianças e seus familiares”, afirma.
Este ano foi confirmado 457 casos em fetos, recém-nascidos e crianças com alterações no crescimento e desenvolvimento possivelmente relacionadas à infecção pelo vírus Zika e outras etiologias infecciosas. Permanecem em investigação 2.968 casos notificados neste ano.