Tecnologia e Inovação | 25 de novembro de 2023

Startup de biotecnologia com projeto pioneiro é finalista do Amcham Arena 

Núcleo Vitro é a única na área da saúde e bem estar entre as seis melhores do concurso.
Startup de biotecnologia com projeto pioneiro é finalista do Amcham Arena 

A melhor startup do Brasil será conhecida no dia 28 de novembro, quando a campeã do Amcham Arena será anunciada. Realizada pela Amcham Brasil, a competição conecta negócios inovadores a potenciais compradores de empresas e grandes players de cada setor. Neste ano, a gaúcha Núcleo Vitro (NV), que realiza testes in vitro de segurança e eficácia para produtos de saúde com foco em inovação científica, está entre as seis classificadas para a final, sendo a única na categoria Saúde e Bem Estar.

“É um grande prestígio estar entre as indicadas, sendo a única startup de biotecnologia. Estamos muito felizes com o reconhecimento e com grande expectativa para o evento” afirma Bibiana Matte, diretora científica da Núcleo Vitro e fundadora do negócio pioneiro no país na realização destes estudos.

As metodologias utilizadas pela NV têm como base a biologia celular e molecular, que são metodologias alternativas ao teste em animais. Com experiência em produtos cosméticos, farmacêuticos e de matéria-prima, as pesquisas realizadas apontam os diferenciais de cada produto e trazem inovação ao mercado brasileiro, transformando o cenário nacional por meio da utilização de tecnologias combinadas de cultivo celular e engenharia de tecidos para reconstrução de órgãos em laboratório.


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“A Núcleo Vitro nasce a partir da identificação de que o mercado precisava de formas para inovar e ser mais competitivo. Através de metodologias avançadas de avaliação in vitro, mostramos que é possível realizar estudos sem recorrer a testes em animais e sem a necessidade de longos estudos clínicos em seres humanos” conta Bibiana.

Entre as inovações da Núcleo Vitro, estão quatro modelos de pele equivalentes registrados, que foram desenvolvidos em Porto Alegre, além de uma patente depositada. O modelo inicial, chamado de NV skin, replica as duas principais camadas da pele humana – derme e epiderme – e permite avaliar a eficácia de diferentes produtos cosméticos de forma precisa.

A NV melanin é um modelo de pele pigmentada que inclui melanócitos, responsáveis pela produção de melanina na pele humana; isso permite avaliar produtos que visam tratar problemas relacionados à pigmentação da pele. A NV aged, por sua vez, simula características da pele envelhecida, sendo essencial para empresas que buscam desenvolver produtos antienvelhecimento e desejam avaliá-los de maneira precisa antes de seu lançamento.

Durante a pandemia, a Núcleo Vitro se destacou por sua capacidade de inovação, desenvolvendo a NV viral. Esse modelo de pele inclui partículas virais e mostrou-se eficiente na avaliação de produtos que buscam eliminar vírus presentes em superfícies contaminadas.

A abordagem ética é um dos principais valores da empresa, que ainda se destaca no mercado com diferenciais como qualidade, atendimento técnico especializado e personalizado de acordo com a necessidade de cada cliente, além de ser alternativa financeira a grandes laboratórios.

“Os estudos in vitro e suas potencialidades não são amplamente conhecidos como os estudos clínicos, o que faz com que o mercado os enxergue como alternativas de alto custo e difícil acesso para as empresas de médio e pequeno porte. Através de nossa metodologia e tecnologia, desenvolvemos estudos com 10% do valor entendido pelo setor” avalia Bibiana.

As metodologias utilizadas pela NV têm como base a biologia celular e molecular, que são metodologias alternativas ao teste em animais

Buscando continuamente desenvolver tecnologias que permitam a escalabilidade de sua produção, a NV desenvolveu um processo automatizado em bioimpressora – que reduz o tempo necessário de desenvolvimento em 50% e diminuiu os consumíveis necessários em 80%, resultando em uma significativa melhora nos índices de geração de resíduos.

Em quatro anos de atuação, a Núcleo Vitro já avaliou mais de 1600 produtos e desenvolveu mais de 30 metodologias de estudos diferentes, atuando com mais de 150 empresas do Brasil e de 10 países diferentes, como África do Sul, Alemanha, Estados Unidos e Turquia.

Bibiana Matte é graduada em Odontologia pela UFRGS. Participou do programa Ciência Sem Fronteiras na University of Michigan (EUA), onde teve seu primeiro contato com cultivo celular. Pelos resultados desenvolvidos e encontrados durante pesquisas na graduação, recebeu o Prêmio de Jovem Pesquisador na área da saúde na UFRGS. Realizou seu doutorado na mesma instituição, com um período de estudos na University of California San Diego, quando desenvolveu diferentes técnicas de engenharia de tecidos.

Amcham Arena

Realizado pela Amcham Brasil – reconhecido como melhor e mais eficiente ecossistema de inovação do país pelo ranking 100OpenStartups – o Amcham Arena recebeu mais de 600 inscrições. Após as avaliações de cada case, as 60 startups com as notas mais altas passaram para a segunda etapa seletiva, separadas em 10 segmentos: Agrobusiness; Construbusiness, Mobilidade e Smart Cities; Educação; Indústria; Meio Ambiente e Sustentabilidade; Finanças; Recursos Humanos; Serviços; Varejo; Saúde e Bem-Estar.

As seis melhores colocadas na segunda fase se classificaram para a grande final, dia 28 de novembro, quando serão avaliadas pela banca de jurados composta por executivos e líderes de grandes empresas do mercado. A premiação será transmitida ao vivo no YouTube da Amcham Brasil.

 



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