Presidente da Assembleia Legislativa fala sobre crescimento econômico
Palestra destacou atuação da Fehosul
A edição desta quarta-feira, 3, da tradicional reunião-almoço Tá na Mesa, realizada na Federasul, teve como palestrante o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pedro Westphalen. Prometendo um trabalho de integração ele, que é médico, garante que a saúde é uma preocupação, mas sua prioridade é o avanço do Rio Grande do Sul como um todo.
No final da manhã, a agenda do deputado na Federasul iniciou com entrevista coletiva à imprensa. “O presidente da Assembleia não pode ter bandeira para defender, tem que trabalhar pelo Estado. A saúde é minha vida, mas é só uma parte dela”, resumiu.
Em seguida, por volta das 12h50, teve início o Tá na Mesa. Entre os presentes, que superlotaram o salão, muitos parlamentares e autoridades, como o prefeito da Capital José Fortunati, o ex-governador Jair Soares e o presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Thiago Duarte. Representando a FEHOSUL estavam o presidente, Dr. Cláudio José Allgayer, o diretor executivo, Dr. Flávio Borges, o presidente do Conselho de Líderes do SINDIHOSPA, Dr. Claudio Seferin e o Dr. Mauro Geyer, presidente do SINDILAC, entre mais de uma dezena de lideranças e dirigentes do setor saúde.
Logo no início da palestra, o parlamentar destacou a importância da federação da qual é vice-presidente. “Criamos a FEHOSUL (em 1989) para organizar os sindicatos iniciando esse trabalho pelo Interior. A entidade foi crescendo pelo conjunto de forças e pelos avanços na administração hospitalar”, ponderou Pedro Westphalen.
Abordando o tema do IPE, Westphalen lembrou que há um investimento de R$ 1,2 bilhão ao ano na prevenção, tratamento e reabilitação, para mais de um milhão de gaúchos. “Tivemos participação em ações como a recuperação do IPE-Saúde, separando-o do IPE-Previdência, enfrentamos atrasos sistemáticos, o caixa era deficitário, mas nos últimos 8 anos conseguimos que os pagamentos, que costumavam atrasar, passassem a ser feitos três vezes ao mês. Isso é fruto da ação parlamentar, conjugada ao executivo”.
Recuperar o Sistema Público de Saúde é uma das metas do parlamentar. “A cada R$ 100 de um atendimento, o SUS cobre cerca de R$ 65. Há um passivo imenso e resolver,isso é uma emergência. O SUS foi uma grande mudança, um direito do Estado, mas precisa agora de inovação e financiamento para funcionar. Temos que criar caminhos alternativos”, concluiu.
Westphalen também abordou, em sua fala de 40 minutos, os problemas de infraestrutura que asfixiam o crescimento do Estado, defendeu o uso do carvão mineral como fonte energética, advogou as PPP’s para o desenvolvimento mais acelerado, e fez um apelo a que as forças políticas construam o consenso quanto as soluções para o Estado antes das próximas eleições, tendo o bem comum como meta e ” não os interesses políticos e ideológicos de cada Partido”, finalizou.