Estatísticas e Análises | 23 de abril de 2015

Porto Alegre possui 4 casos de dengue autóctones

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Porto Alegre tem confirmados – ou em fase final de investigação – 31 casos de dengue em 2015, sendo 27 importados e quatro autóctones (vírus contraído na cidade), segundo nova atualização da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (PMPA), divulgada na segunda-feira, dia 20. Mais um caso autóctone foi registrado. Os casos autóctones da doença foram registrados em quatro bairros: Ipanema, São José, Floresta e Nonoai. Nesses bairros, em especial, é recomendada a utilização de repelentes corporais e elétricos no interior das residências.

O quarto caso autóctone foi confirmado no bairro Nonoai, onde a Coord. Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) fez aplicação de inseticida na quarta-feira, 22.

No total, 232 casos da doença foram investigados, sendo 132 descartados. Seguindo a tendência do restante do País e do estado, o número de pessoas com a doença neste ano é bem superior ao registrado em 2014, quando, até 20 de abril, foram confirmados três casos importados e quatro autóctones na Capital.

A Vigilância em Saúde de Porto Alegre irá aplicar inseticida na quinta-feira, 23, pela manhã no bairro Cristo Redentor, na Zona Norte da Capital. A ação será próxima à casa do paciente que contraiu a doença em viagem a Uberlândia (MG) e que trabalha no bairro São Geraldo. A ação será a partir das 9h30, nas seguintes ruas.

 – Lado par da avenida do Forte, entre rua Potengi e Passagem 2

 – Trecho da rua Potengi, entre avenida do Forte e rua Limoeiro

 – Trecho da rua Trípoli, próximo à rua Zeca Neto

Na quarta-feira, 22, operações para bloqueio de transmissão da dengue foram realizadas nos bairros Nonoai, Floresta e São Geraldo.

Larvas e criadouros

Segundo a PMPA, como Porto Alegre tem registrado de forma crescente a presença do Aedes aegypti (os primeiros insetos foram identificados na Capital em 2001 e de lá pra cá a infestação tem aumentado de forma constante), os gestores da Secretaria Municipal da Saúde enfatizam a importância de a população colocar na sua rotina a verificação semanal dos locais que podem vir a ser criadouros do mosquito. Qualquer recipiente que possa acumular água, dos pratos de vasos de plantas aos pneus e lixo, passando por garrafas, potes e outros, deve ser verificado nos pátios uma vez por semana: tirar a água acumulada é medida simples e a mais eficaz para evitar a proliferação das larvas. Ralos externos e internos devem ser mantidos com tela milimétrica ou fechados, respectivamente.

Levantamentos recentes da CGVS indicam que os criadouros do Aedes aegypti em Porto Alegre estão, em 93% dos casos, em residências ou estabelecimentos comerciais. E os pequenos recipientes, fáceis de limpar, e pneus, equivalem a cerca de 80% dos criadouros. Todo o material reciclável que estiver em pátios e que possa ser descartado deve ser encaminhado para a coleta seletiva. Caso não seja possível o descarte, é importante manter o local sem acúmulo de água parada. Em relação às piscinas, devem ter a água tratada. Piscinas infantis devem ser esvaziadas, secas e guardadas.

ATUALIZAÇÃO (15h): A suspeita de dois novos casos de dengue em moradores do bairro São José motivou a aplicação de inseticida em trechos de três ruas na manhã de quinta-feira, 23, e levará à mesma operação na tarde desta quinta em trechos da rua Pedro Souza, próximo à rua Ângelo Barcelos, e na rua Ângelo Barcelos, entre as ruas Pedro Souza e Marista.

No bairro São José, nesta manhã, a ação ocorreu em trechos das ruas 1º de Setembro, 1º de Março e Santo Alfredo.

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