Estatísticas e Análises | 15 de setembro de 2020

Pesquisa identifica genes que podem prever a gravidade de tumores cerebrais em crianças

Proteínas conhecidas como neurotrofinas podem contribuir para o desenvolvimento do principal tumor cerebral maligno em crianças
Pesquisa identifica genes que podem prever a gravidade de tumores cerebrais em crianças

Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Câncer e Neurobiologia do Centro de Pesquisa Experimental do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), junto com Instituto do Câncer Infantil (ICI) e colaboradores canadenses do Hospital for Sick Children e University of Toronto, no Canadá, divulgaram um estudo que pode trazer avanços para a compreensão e tratamento do principal tipo de tumor maligno cerebral que aflige crianças.

Segundo informações da UFRGS, o câncer é a principal causa de morte por doença em crianças, e os tumores cerebrais são os maiores responsáveis pela mortalidade por tumores da infância. O principal tipo de tumor cerebral maligno da infância é chamado meduloblastoma. A equipe de pesquisadores foi a primeira a propor, em estudos anteriores, que proteínas conhecidas como neurotrofinas, que contribuem para o desenvolvimento, sobrevivência e plasticidade dos neurônios no cérebro, podem também contribuir para o desenvolvimento de meduloblastoma. A inibição, com fármacos experimentais, da ação de neurotrofinas, em células de meduloblastoma cultivadas em laboratório, ou em camundongos com meduloblastoma, foi eficaz em reduzir o crescimento dos tumores.

No artigo de revisão sobre o papel de neurotrofinas em meduloblastoma divulgado nesta semana no periódico científico Cancers, os pesquisadores também mostram os resultados de análises até então inéditas da expressão de genes em coleções de amostras de mais de 900 tumores de pacientes.

O estudo é assinado pelos pesquisadores Amanda Thomaz, Mariane Jaeger, Algemir L. Brunetto, André T. Brunetto, Lauro Gregianin , Caroline Brunetto de Farias, Vijay Ramaswamy, Carolina Nör, Michael D. Taylor e Rafael Roesler.

Câncer em crianças

A cada ano, cerca de 12 mil novos casos de câncer infantil são diagnosticados no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A maioria envolve crianças de quatro a cinco anos de idade. Apesar de ser uma doença grave, com o avanço da medicina, cerca de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados.

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Com informações da Comunicação da UFRGS, Ministério da Saúde e INCA. Edição SS.

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