Gestão e Qualidade | 30 de janeiro de 2026

Na reabilitação, cada passo importa: tecnologia suíça inédita auxilia na transformação de vidas

Nova tecnologia suíça possibilita que pacientes com limitações graves iniciem a reabilitação com mais segurança e autonomia.
Na reabilitação, cada passo importa tecnologia suíça inédita auxilia na transformação de vidas

No início de outubro, Priscila Daht Mitt Costa, 37 anos, deu entrada no Hospital Moinhos de Vento sem imaginar a dimensão do desafio que teria pela frente. O que começou como um formigamento pelo corpo evoluiu rapidamente para um quadro grave da Síndrome de Guillain-Barré, que a levou à UTI, à ventilação mecânica e à perda parcial dos movimentos. Como médica, Priscila enfrentou a fragilidade dos diagnósticos, agora, como paciente, e a reabilitação tornou-se parte essencial do seu processo de recuperação.



Durante a internação, Priscila teve acesso a diferentes recursos de fisioterapia, tanto na UTI quanto no quarto. Um deles marcou de forma especial sua trajetória: o Andago (foto), equipamento suíço de marcha robótica que permite iniciar o treino de caminhada com segurança mesmo quando o paciente ainda não consegue se sustentar em pé. “Foi com o Andago que consegui dar meus primeiros passos novamente. Ele sustentava parte do meu peso e, aos poucos, essa ajuda ia diminuindo conforme eu melhorava. Saí do hospital já caminhando apenas com apoio de um andador comum”, relata.


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Histórias como a de Priscila refletem o impacto direto dos investimentos do Hospital Moinhos de Vento em inovação e qualidade assistencial. Com investimento superior a meio milhão de reais, a instituição incorporou ao Serviço de Fisioterapia o Andago, além da implantação da terapia de suspensão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e da aquisição de um novo equipamento de Realidade Virtual, que será instalado em breve, ampliando ainda mais as possibilidades terapêuticas durante a internação hospitalar.


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Para a superintendente assistencial e de educação do Hospital Moinhos de Vento, Vania Rohsig, a incorporação dessas tecnologias reflete uma visão integrada de cuidado e formação em saúde. “Investir em inovação assistencial significa qualificar a experiência do paciente, ampliar a segurança clínica e fortalecer a capacidade das equipes de atuarem de forma cada vez mais resolutiva, com impacto direto na recuperação e nos desfechos assistenciais”, destaca.

O Andago conta com um sistema dinâmico e individualizado de suporte parcial de peso corporal, possibilitando o ajuste preciso da carga que o paciente consegue sustentar com as pernas. Dessa forma, pacientes com fraqueza muscular importante podem iniciar precocemente o treino de marcha, mesmo antes de reunir força suficiente para se sustentar de forma independente. Por meio do equipamento, é possível realizar atividades como ficar em pé, caminhar em linha reta, seguir percursos livres ou realizar a marcha sob controle direto do terapeuta.

“O equipamento sustenta o paciente por meio de cintos e correias e permite regular o percentual de alívio de carga. Um paciente de 80 quilos, por exemplo, pode ser reabilitado sustentando apenas 30 ou 40 quilos. Isso torna o corpo mais leve para as próprias pernas e antecipa significativamente o início do treino de marcha”, explica o supervisor de Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento, Ricardo Wickert.

Benefícios para pacientes e equipe assistencial

Entre os principais impactos da nova tecnologia estão o aumento da segurança e a ampliação das possibilidades terapêuticas, especialmente em casos de maior complexidade. Pacientes com peso elevado ou grande limitação funcional podem ser colocados em pé e iniciar movimentos fundamentais para a recuperação com risco mínimo de queda.

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Além disso, a utilização da nova tecnologia permite que o paciente treine os gestos da marcha ainda durante a internação, algo que, em condições convencionais, muitas vezes só ocorreria após a alta hospitalar, em ambiente domiciliar ou ambulatorial. Isso contribui para uma reabilitação mais precoce, eficiente e integrada ao processo de recuperação hospitalar.

Para Wickert, a incorporação dessas tecnologias reforça o alinhamento do Serviço de Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento com valores institucionais como pioneirismo, protagonismo, segurança e excelência assistencial. “Trata-se de uma terapia moderna, segura e com recursos que extrapolam o que há de convencional no mercado, permitindo atender pacientes de alta complexidade com mais eficiência e qualidade”, destaca o fisioterapeuta.

Fotos: Site da Hocoma, fabricante da Andago (divulgação).

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