Metade da população nascida após os anos 60 terá câncer
Cancer Research UK destaca que idade e estilo de vida determinam o aparecimento da maioria dos casos
Em matéria publicada no jornal inglês de The Independent, dia 4, exatamente no Dia Mundial do Câncer, data utilizada para reforçar o combate e a adoção de estratégias de prevenção, o Cancer Research United Kingdom (CRUK), da Inglaterra, alertou que o câncer afetará pouco mais de um em cada três pessoas, indicando que previsões atuais subestimam a escala de alcance da doença.
Cerca de dois terços do aumento dos casos pode ser atribuída ao fato de que estamos vivendo mais tempo. A baixa adesão das pessoas a uma mudança no estilo de vida tem influência em um terço de acometimentos, segundo o CRUK. O novo cálculo estima que o risco de câncer para os homens nascidos em 1960 é de 53,5%, e para as mulheres é de 47,55%, com média de 50,5% calculando a média para ambos.
O risco aumenta para as pessoas nascidas depois de 1960. O CRUK informou ter confiança na previsão de que pelo menos metade da população pode ter algum tipo de câncer.
“O câncer é prioritariamente uma doença da velhice, com mais de 60% de todos os casos diagnosticados em pessoas com mais de 65 anos. Se as pessoas vivem mais, então a maioria vai ter câncer em algum momento.” Disse o professor Peter Sasieni, que liderou o novo estudo.
Mesmo assim, o Instituto disse que por causa de avanços no tratamento e detecção precoce, mais pessoas conseguirão sobreviver ao câncer.
Esta nova abordagem, a partir de um artigo publicado na quarta-feira, 4, no British Journal of Cancer, é derivada de uma forma mais precisa de cálculo do risco, diz o CRUK. Isso significa que metade dos que nasceram depois de 1960 podem agora esperar um diagnóstico em algum momento no futuro. Para os nascidos anteriormente, o risco permanece de um em três.
Para o jornal The Guardian, também da Inglaterra, CRUK e Peter Sasieni reforçaram que muitos tipos de câncer são evitáveis. “Há muitas coisas que podemos fazer para torná-lo menos provável – como deixar de fumar, sendo mais ativo, beber menos álcool e manter um peso saudável”, disse Sasieni. E completa: “Se queremos reduzir o risco de desenvolver a doença, devemos redobrar os nossos esforços e agir agora para evitar que a doença atinja as gerações futuras.”