Gestão e Qualidade | 23 de setembro de 2015

Hospital São Lucas expande atendimento a pacientes com esclerose múltipla e neuromielite óptica

Novo ambulatório inaugurado
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Em setembro, o Hospital São Lucas da PUCRS (HSL) passou a contar com um novo ambulatório para expandir o atendimento a portadores de esclerose múltipla e neuromielite óptica. Comandada pelo neurologista Douglas Sato, a iniciativa é voltada para pacientes particulares e de convênios. O agendamento é realizado através do telefone (51) 3320-3200. As consultas ocorrem às quartas e quintas-feiras, das 16h às 19h, no conjunto 301 do HSL. Saiba mais sobre essas doenças.

O que é a esclerose múltipla?

Mesmo com uma taxa de prevalência de 15 a 20 casos para cada 100 mil habitantes na região Sudeste brasileira, a esclerose múltipla (EM) causa preocupação por acometer jovens e ser uma causa importante de incapacidade. É uma doença neurológica em que o sistema imune da própria pessoa ataca a bainha de mielina, um envoltório de proteínas que protege os prolongamentos nervosos localizados no cérebro e na medula espinhal. Manifesta-se através de surtos, que podem causar alteração de visão; falta de coordenação motora; vertigem; alterações motora, sensitiva e na fala; urgência ou incontinência vesical e/ou fecal, entre outros. Os sintomas variam de acordo com a localização das lesões inflamatórias no sistema nervoso, ou seja, o portador pode ter um quadro diferente de outro.

A maior parte dos pacientes, cerca de 85%, passa por períodos de surtos intercalados com momentos de remissão de sintomas. Essa forma da doença é conhecida como remitente-recorrente (EMRR). Outra parcela desenvolve, após alguns anos, um curso secundariamente progressivo (EMSP), no qual os déficits neurológicos se acumulam sem a presença de surtos. Por fim, 10% dos diagnosticados possuem uma forma primariamente progressiva (EMPP). Nela, acontecem poucos surtos e a piora no quadro ocorre lenta e progressivamente, com destaque para a queda da espasticidade e da força motora.

Atualmente, existem diversos medicamentos aprovados para tratamento contínuo da EM, sendo que a escolha da medicação deve ser individualizada, de acordo com o quadro clínico e a opção do paciente. As primeiras medicações surgiram há cerca de duas décadas e modificaram o panorama de assistência aos portadores. “Com diagnóstico precoce, em muitas situações, é possível levar uma vida normal e independente. Deve-se destacar ainda a importância do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, com fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos, para cuidado das sequelas deixadas pelos surtos, como as disfunções vesicais, os espasmos musculares, a espasticidade, a depressão ou a fadiga”, explica o neurologista Douglas Sato.

O que é a neuromielite óptica?

A neuromielite óptica, conhecida como NMO ou Doença de Devic, é caracterizada por quadros graves de inflamação no nervo óptico e na medula espinhal. A NMO causa mielites, que são inflamações na medula espinhal, que provocam quadros de alterações sensitivas e de dor, perda de força nos membros e tronco e disfunções esfincterianas. Em ataques de neurite óptica, que é uma inflamação do nervo óptico, os sintomas incluem perda importante de acuidade visual, podendo evoluir para perda total da visão. Além disso, os pacientes podem apresentar lesões tronco-cerebrais em cerca de 30% dos casos, gerando náuseas, soluços e vômitos. Os ataques da NMO costumam ser mais graves que os surtos da esclerose múltipla, mas a NMO não costuma ter um caráter progressivo. Além do quadro clínico e exames de imagem (ressonância magnética), a NMO pode ser confirmada pela presença de um anticorpo no sangue, conhecido como anticorpo anti-aquaporina-4.

Atualmente, não existem medicamentos aprovados especificamente para a neuromielite óptica. No entanto, diversas alternativas são usadas no tratamento e muitas outras medicações estão sendo avaliadas em estudos clínicos. Na fase aguda, utiliza-se a pulsoterapia com corticosteroides e a plasmaférese, um procedimento no qual são retirados anticorpos e outras substâncias do sangue. A prevenção de novos ataques é feita com imunossupressores, corticosteroides orais ou anticorpos monoclonais. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado para inibir novos ataques podem evitar sequelas, como perda motora e de visão.

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