Mundo, Tecnologia e Inovação | 3 de agosto de 2015

Homens com pernas paralisadas voltam a se movimentar com estímulo não invasivo

Técnica que desenvolvem cientistas americanos e russos usa estimulação elétrica
Homens com pernas paralisadas voltam a se movimentar com estímulo não invasivo

Cinco homens com paralisia motora completa recuperaram a capacidade de mover as pernas voluntariamente e produzir movimentos de passo depois de serem tratados com uma forma não invasiva de estímulo da medula espinhal. O estudo foi divulgado pela revista Journal of Neurotrauma.

O tratamento gera movimentos voluntários em pessoas paralisadas por meio de estímulo elétrico. Para chegar aos resultados, foram usados estudos anteriores, concluídos em 2011 e 2014, que envolveram a implantação de um conjunto de eletrodos na medula espinhal. A novidade, agora, é que os pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) e do Instituto Pavlov (Rússia) tiveram sucesso sem a realização de cirurgias invasivas.

O novo tratamento usa a técnica chamada estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS, na sigla em inglês), que coloca estrategicamente eletrodos na pele da parte inferior das costas. Além de receber o estímulo, as pernas dos pacientes receberam apoio de suportes pendurados no teto. De início, as pernas se moveram apenas involuntariamente, no máximo. Porém, logo foi observado que os pacientes podiam voluntariamente estender a distância que suas pernas mexiam durante o estímulo. Com isso, duplicaram a amplitude de movimento voluntário após quatro sessões de tratamento.

“Estes resultados encorajadores fornecem evidências de que a lesão medular pode não significar mais uma sentença de paralisia para o resto da vida e aponta para a necessidade de mais pesquisas”, destacou o Dr. Roderic Pettigrew, diretor do Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia no NIH, em comunicado oficial.

Para intensificar o aumento do movimento voluntário, os pesquisadores deram aos participantes uma droga chamada buspirona, durante as últimas quatro semanas do estudo (que totalizou 18 semanas). A droga imita o neurotransmissor serotonina, que induziu movimentos de caminhada em ratos com lesões na medula espinhal. Os cinco homens tinham paralisia pelo menos dois anos antes de receber o tratamento, que foi realizado uma vez por semana, com cada sessão durando 45 minutos.

Depois de terem recebido a buspirona, todos puderam mover suas pernas sem qualquer estímulo. Este movimento foi comparável ao que eles alcançaram ao receber o estímulo. Para um dos investigadores envolvidos, Dr. Reggie Edgerton, “é como se tivéssemos despertado algumas redes no sistema nervoso”, disse. O próximo passo será testar o estímulo não invasivo em pessoas com paralisia parcial.

Edgerton ressalta que, apesar de os resultados serem muito promissores, há a necessidade de mais desenvolvimento dos estímulos invasivos e não invasivos.

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