Gripe A já matou 18 pessoas no Rio Grande de Sul em 2016
A recomendação é que as pessoas procurem a vacina o quanto antes
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), 18 pessoas já perderam a vida em decorrência da gripe A (10 homens e 8 mulheres) no Estado neste ano. Já são 44 casos confirmados.
Porto Alegre, Carazinho, Cachoeira do Sul e Tapera registraram as novas mortes. As cidades de Porto Alegre (18 casos e 6 óbitos), Viamão (5 casos, nenhuma morte) e Canoas (4 casos, nenhuma morte) são as cidades com maior número de casos.
Como a imunização é mais efetiva somente quatro semanas após a aplicação, a SES orienta as pessoas, principalmente às que compõem o grupo de risco, que procurem os postos de vacinação o quanto antes.
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Veja descritivo das 18 mortes:
Perguntas e respostas sobre a gripe
1) Resfriado e influenza (gripe) são a mesma coisa? Não. O resfriado geralmente é mais brando que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias. Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, mas a febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal-estar, dores musculares e dor de cabeça. Assim como na gripe, o resfriado comum também pode apresentar complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção.
2) Qual a diferença da gripe comum para a “gripe A”? O que popularmente ficou conhecida como “gripe A” é, na verdade, a gripe causada pelo vírus influenza A H1N1. Em 2009, o mundo enfrentou uma pandemia desta gripe, com grande repercussão na saúde das pessoas e sobrecarga da rede de serviços de saúde. O Estado do Rio Grande do Sul foi duramente atingido no inverno daquele ano, com registro de 3.585 casos confirmados da doença e 298 óbitos.
Em 10 de agosto de 2010, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou o fim da pandemia e início da fase pós-pandêmica, indicando que o vírus H1N1 se manteria em circulação, apresentando comportamento de vírus sazonal. A ocorrência de casos confirmados da doença é, portanto, esperada e o monitoramento destes casos no RS confirma a indicação da OMS: a circulação do vírus da Influenza A H1N1 não se caracteriza como uma situação atípica no cenário do inverno gaúcho, sendo mais um agente, entre vários, que causam doenças respiratórias agudas.
Outro vírus influenza A que também está circulando pelo mundo é o H3N2. A vacina contra a gripe protege tanto contra o H1N1 como contra o H3N2, além de oferecer, também, proteção contra a influenza B.
3) Quem tem direito à vacina pelo SUS este ano? Devem procurar os postos de saúde para receber a vacina gratuitamente:
– Pessoas com 60 anos ou mais,
– Crianças com mais de seis meses e menos de cinco anos,
– Gestantes
– Mulheres até 45 dias depois do parto, e
– Pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, além de obesos e diabéticos).
Além destes grupos, os indígenas também recebem as doses, diretamente nas aldeias; os profissionais de saúde se vacinam nos próprios locais de trabalho; e a população privada de liberdade, devido aos altos índices de doenças respiratórias.
4) Qual o critério para a escolha dos grupos? Os grupos prioritários são escolhidos levando em conta as pessoas com mais chances de desenvolver complicações a partir da gripe. Os critérios são construídos a partir da investigação do perfil dos casos graves e dos casos de óbito por gripe. Em 2012, por exemplo, a investigação dos óbitos no RS indicou que 60% dos casos eram de pessoas com doenças crônicas ou de idade acima de 60 anos, o que reforça a importância desses grupos buscarem imunização.
5) E nas clínicas particulares, como funciona a vacinação? Diferentemente dos postos de saúde – que oferecem vacina que protege contra três tipos de vírus da gripe – , a rede particular oferece a vacina tetravalente (ou quadrivalente) que possui efeito contra 4 tipos de vírus da gripe. As clínicas particulares em todo o Estado aplicam a vacina a um custo que varia entre R$ 60 e R$ 130,00. Alguns planos de saúde oferecem descontos aos usuários em clínicas credenciadas (verificar diretamente com a sua operadora de plano de saúde). Antes de ir à clínica, é importante ligar para verificar se as vacinas ainda estão disponíveis, já que a procura tem sido grande.
*com informações SES/RS e Portal Setor Saúde