Estatísticas e Análises | 29 de agosto de 2025

Estudo brasileiro sobre tratamento inovador para hipertensão é destaque no Congresso Europeu de Cardiologia

Desenvolvido pela farmacêutica nacional Libbs, inovação associa três princípios ativos em um único comprimido. Redução na pressão arterial é maior que tratamento já disponível.
Libbs cardiologia

Pela primeira vez nos 73 anos do Congresso Europeu de Cardiologia (ESC), um estudo de uma farmacêutica brasileira foi selecionado como um dos destaques do evento. A pesquisa clínica “Nova Combinação Tripla em um único comprimido para hipertensão não controlada” foi apresentada na manhã de hoje, 29, na sessão Late-Breaking Clinical Trials – que pode ser traduzido como estudos clínicos de última hora – pelo médico Vagner Madrini Junior, cardiologista e pesquisador clínico no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O estudo financiado e liderado pela Libbs, farmacêutica com 67 anos de história, avaliou a eficácia e segurança de um novo medicamento que combina pela primeira vez os princípios ativos candesartana, anlodipino e clortalidona para o tratamento de hipertensão não controlada. O novo medicamento foi desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento Integrado (CDI) da Libbs, em São Paulo.


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Conduzido em 19 centros clínicos brasileiros, o estudo acompanhou 703 pacientes com pressão arterial sistólica média de 153 por 96 mmHg (foram incluídos no estudo pacientes com pressão sistólica entre 140 e 180), sendo 62,5% mulheres.  Os pacientes foram divididos em dois grupos de forma randomizada. Parte dele recebeu por 12 semanas o tratamento experimental que une de forma inédita as moléculas candesartana cilexetil 16 mg/clortalidona 12,5 mg/anlodipino 5 mg. O outro grupo recebeu, neste mesmo período, o tratamento com medicamento comparador que já disponível no mercado e associa valsartana 160 mg, hidroclorotiazida 12,5 mg e anlodipino 5 mg.


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“O objetivo era avaliar se essa nova opção inovadora de tratamento seria capaz de reduzir mais a pressão arterial sistólica que o comparador e, se poderíamos ter uma alternativa de tratamento eficaz e segura para pacientes com hipertensão”, explica Vivienne Carduz Castilho, gerente de Ciências Médicas da Libbs que, junto com sua equipe, acompanhou o estudo liderado pelo pesquisador do Einstein. O estudo foi publicado simultaneamente a apresentação no congresso no Journal of the American College of Cardiology.


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Os resultados não poderiam ser mais animadores. O grupo que recebeu o novo medicamento triplo teve uma redução maior da pressão sistólica (–22,6 mmHg) em comparação ao grupo controle (–18,2 mmHg), diferença considerada significativa. A pressão diastólica também caiu em ambos os grupos, mas de forma mais intensa no grupo da nova pílula (–13,8 mmHg contra –12,0 mmHg). A adesão foi alta e os eventos adversos foram raros.


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“Foi um esforço colaborativo e um estudo dessa monta só e possível quando todas as partes estão envolvidas do começo ao fim. E o mais importante é ter a possibilidade de oferecer para os pacientes brasileiros com hipertensão arterial um novo medicamento com clortalidona que confere um controle da pressão sistólica melhor que as outras estudadas”, explica o médico pesquisador do Einstein.

O Congresso Europeu de Cardiologia 2025 ocorre em Madrid, na Espanha, de 29 de agosto a 1º de setembro.

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