Gestão e Qualidade | 13 de fevereiro de 2026

Eden anuncia Felipe Kitamura como Chief Medical Officer

Healthtech latinoamericana amplia operação no maior mercado de saúde da região com foco no uso responsável de IA para apoiar radiologistas e ampliar o cuidado ao paciente.
Felipe Kitamura

Em um país onde exames de imagem são parte central do cuidado em saúde, mas onde o acesso e a eficiência ainda variam muito de região para região, a healthtech Eden reforça seus planos de expansão e anuncia a chegada do médico radiologista e pesquisador Felipe Kitamura como Chief Medical Officer (CMO). A nomeação marca uma nova etapa da empresa no Brasil, onde começou a operar em 2025, e reforça sua visão de que tecnologia em radiologia deve existir para um único motivo: ajudar radiologistas a cuidarem melhor de pessoas.

A Eden nasceu de uma motivação pessoal. Fundada em 2016 entre a América Latina e o Vale do Silício pelo mexicano Julián Ríos, a empresa começou a ser desenhada quando ele ainda tinha 16 anos, ao buscar uma forma de contribuir com o cuidado da mãe durante o diagnóstico de câncer de mama. A experiência o colocou diante de uma realidade conhecida por milhões de famílias latinoamericanas: atrasos, fragmentação de informações e gargalos operacionais que podem tornar o diagnóstico mais lento, mais custoso e mais desigual. A partir disso, a Eden foi criada para apoiar radiologistas com uma plataforma de IA para exames de imagem que reduz fricções, conecta fluxos e devolve tempo, clareza e confiança ao diagnóstico.



“O Brasil é o maior país da América Latina e um dos mercados mais relevantes do mundo para a transformação digital da saúde. A radiologia é central nesse processo, mas ainda enfrenta gargalos importantes de acesso, eficiência e sobrecarga. Com a chegada do Felipe, damos um passo decisivo para aprofundar nossa atuação clínica no país, com visão de longo prazo”, afirma Julián Ríos, CEO e fundador da healthtech, que já recebeu US$ 36 milhões de investimento de fundos como Sierra Ventures, Khosla Ventures e dos atores Ashton Kutcher e Leonardo DiCaprio,


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A escala brasileira deixa esse desafio ainda mais evidente. Em 2023, o SUS realizou mais de 101 milhões de exames de imagem, respondendo por cerca de 60% do volume total nacional. Ao mesmo tempo, o acesso per capita é maior no sistema privado, com beneficiários de planos de saúde realizando significativamente mais exames por pessoa, especialmente em modalidades de maior complexidade, como tomografia e ressonância magnética. Em paralelo, há um problema estrutural que se repete: a desigualdade na distribuição de especialistas e infraestrutura.


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Dados do setor mostram que, enquanto grandes centros como São Paulo podem ter cerca de 9 a 10 radiologistas por 100 mil habitantes, regiões como Norte e Nordeste operam com densidades significativamente menores, em torno de 4,7 e 7,6, além de lacunas importantes fora das capitais. A infraestrutura segue o mesmo padrão. Segundo o Atlas da Radiologia, o Brasil tem, em média, cerca de 3,38 tomógrafos (CT) por 100 mil habitantes e 1,69 aparelhos de ressonância magnética (MRI) por 100 mil habitantes, além de aproximadamente 27 equipamentos de ultrassom, 16 de raio-X e 3,21 mamógrafos por 100 mil habitantes. Esses recursos, porém, estão concentrados de forma desproporcional em regiões mais desenvolvidas e em grandes centros urbanos, o que amplia filas, deslocamentos e desigualdades no acesso ao diagnóstico.

Fluidez, menos ruído operacional e mais segurança clínica

No fim, esse cenário recai sobre quem está no centro do cuidado. A radiologia vive um aumento contínuo de volume, complexidade e pressão por produtividade, e estudos internacionais já apontam níveis elevados de burnout na especialidade, impulsionados por carga de trabalho crescente, sistemas fragmentados e pouco suporte tecnológico. É justamente nesse ponto que a Eden concentra sua proposta: criar uma infraestrutura que permita que radiologistas trabalhem com mais fluidez, menos ruído operacional e mais segurança clínica.

EDEN RADIOLOGIA

A chegada de Felipe Kitamura como CMO reforça esse compromisso. Médico radiologista e professor afiliado de Radiologia na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Felipe é reconhecido internacionalmente por sua pesquisa em inteligência artificial aplicada à radiologia, com mais de 6 mil citações em publicações acadêmicas ao redor do mundo. Seu trabalho se dedica à integração responsável de IA no fluxo diagnóstico, à eficiência operacional e ao fortalecimento da tomada de decisão médica, conectando ciência e prática clínica em ambientes reais.

“Tecnologia em radiologia precisa ser construída junto com quem está na linha de frente. Meu papel na Eden será garantir que inovação e impacto clínico caminhem juntos, com mais eficiência para o radiologista e melhor cuidado para o paciente”, afirma Felipe Kitamura.

Hoje, a Eden atua em 18 países e trabalha com mais de 2.600 instituições, processando 5 bilhões de imagens por ano e atendendo cerca de 19 milhões de pacientes anualmente por meio de sua plataforma. A experiência acumulada em diferentes sistemas de saúde fortalece a capacidade da empresa de escalar sua atuação no Brasil com segurança, consistência e adaptação ao contexto local. Com essa expansão, a Eden busca contribuir para uma radiologia mais conectada, eficiente e sustentável, capaz de acompanhar a escala brasileira sem perder de vista o que motivou sua criação desde o início: usar tecnologia para cuidar melhor das pessoas, começando por quem cuida todos os dias.

Sobre a Eden: A Eden é uma healthtech nascida na América Latina, fundada em 2016 pelo empreendedor mexicano Julián Ríos, com estrutura de tecnologia e produto do Vale do Silício. Oferece uma plataforma de exames de imagem criada para apoiar o trabalho do radiologista, integrando sistemas de imagem médica e gestão radiológica, reunindo funcionalidades como organização inteligente de fluxos, visualização avançada de exames, entrega digital de resultados e suporte diagnóstico baseado em IA, com o objetivo de reduzir fricções no dia a dia da radiologia, dar mais clareza às decisões clínicas e permitir que o cuidado chegue mais rápido a quem precisa. Hoje, a Eden atende mais de 2.600 instituições em 18 países, processa 5 bilhões de imagens por ano e impacta cerca de 19 milhões de pacientes, atuando para ampliar o acesso ao diagnóstico de qualidade e fortalecer a radiologia como peça central do cuidado em saúde.

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