Eden anuncia Felipe Kitamura como Chief Medical Officer
Healthtech latinoamericana amplia operação no maior mercado de saúde da região com foco no uso responsável de IA para apoiar radiologistas e ampliar o cuidado ao paciente.
Em um país onde exames de imagem são parte central do cuidado em saúde, mas onde o acesso e a eficiência ainda variam muito de região para região, a healthtech Eden reforça seus planos de expansão e anuncia a chegada do médico radiologista e pesquisador Felipe Kitamura como Chief Medical Officer (CMO). A nomeação marca uma nova etapa da empresa no Brasil, onde começou a operar em 2025, e reforça sua visão de que tecnologia em radiologia deve existir para um único motivo: ajudar radiologistas a cuidarem melhor de pessoas.
A Eden nasceu de uma motivação pessoal. Fundada em 2016 entre a América Latina e o Vale do Silício pelo mexicano Julián Ríos, a empresa começou a ser desenhada quando ele ainda tinha 16 anos, ao buscar uma forma de contribuir com o cuidado da mãe durante o diagnóstico de câncer de mama. A experiência o colocou diante de uma realidade conhecida por milhões de famílias latinoamericanas: atrasos, fragmentação de informações e gargalos operacionais que podem tornar o diagnóstico mais lento, mais custoso e mais desigual. A partir disso, a Eden foi criada para apoiar radiologistas com uma plataforma de IA para exames de imagem que reduz fricções, conecta fluxos e devolve tempo, clareza e confiança ao diagnóstico.
“O Brasil é o maior país da América Latina e um dos mercados mais relevantes do mundo para a transformação digital da saúde. A radiologia é central nesse processo, mas ainda enfrenta gargalos importantes de acesso, eficiência e sobrecarga. Com a chegada do Felipe, damos um passo decisivo para aprofundar nossa atuação clínica no país, com visão de longo prazo”, afirma Julián Ríos, CEO e fundador da healthtech, que já recebeu US$ 36 milhões de investimento de fundos como Sierra Ventures, Khosla Ventures e dos atores Ashton Kutcher e Leonardo DiCaprio,
A escala brasileira deixa esse desafio ainda mais evidente. Em 2023, o SUS realizou mais de 101 milhões de exames de imagem, respondendo por cerca de 60% do volume total nacional. Ao mesmo tempo, o acesso per capita é maior no sistema privado, com beneficiários de planos de saúde realizando significativamente mais exames por pessoa, especialmente em modalidades de maior complexidade, como tomografia e ressonância magnética. Em paralelo, há um problema estrutural que se repete: a desigualdade na distribuição de especialistas e infraestrutura.
Dados do setor mostram que, enquanto grandes centros como São Paulo podem ter cerca de 9 a 10 radiologistas por 100 mil habitantes, regiões como Norte e Nordeste operam com densidades significativamente menores, em torno de 4,7 e 7,6, além de lacunas importantes fora das capitais. A infraestrutura segue o mesmo padrão. Segundo o Atlas da Radiologia, o Brasil tem, em média, cerca de 3,38 tomógrafos (CT) por 100 mil habitantes e 1,69 aparelhos de ressonância magnética (MRI) por 100 mil habitantes, além de aproximadamente 27 equipamentos de ultrassom, 16 de raio-X e 3,21 mamógrafos por 100 mil habitantes. Esses recursos, porém, estão concentrados de forma desproporcional em regiões mais desenvolvidas e em grandes centros urbanos, o que amplia filas, deslocamentos e desigualdades no acesso ao diagnóstico.
Fluidez, menos ruído operacional e mais segurança clínica
No fim, esse cenário recai sobre quem está no centro do cuidado. A radiologia vive um aumento contínuo de volume, complexidade e pressão por produtividade, e estudos internacionais já apontam níveis elevados de burnout na especialidade, impulsionados por carga de trabalho crescente, sistemas fragmentados e pouco suporte tecnológico. É justamente nesse ponto que a Eden concentra sua proposta: criar uma infraestrutura que permita que radiologistas trabalhem com mais fluidez, menos ruído operacional e mais segurança clínica.
A chegada de Felipe Kitamura como CMO reforça esse compromisso. Médico radiologista e professor afiliado de Radiologia na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Felipe é reconhecido internacionalmente por sua pesquisa em inteligência artificial aplicada à radiologia, com mais de 6 mil citações em publicações acadêmicas ao redor do mundo. Seu trabalho se dedica à integração responsável de IA no fluxo diagnóstico, à eficiência operacional e ao fortalecimento da tomada de decisão médica, conectando ciência e prática clínica em ambientes reais.
“Tecnologia em radiologia precisa ser construída junto com quem está na linha de frente. Meu papel na Eden será garantir que inovação e impacto clínico caminhem juntos, com mais eficiência para o radiologista e melhor cuidado para o paciente”, afirma Felipe Kitamura.
Hoje, a Eden atua em 18 países e trabalha com mais de 2.600 instituições, processando 5 bilhões de imagens por ano e atendendo cerca de 19 milhões de pacientes anualmente por meio de sua plataforma. A experiência acumulada em diferentes sistemas de saúde fortalece a capacidade da empresa de escalar sua atuação no Brasil com segurança, consistência e adaptação ao contexto local. Com essa expansão, a Eden busca contribuir para uma radiologia mais conectada, eficiente e sustentável, capaz de acompanhar a escala brasileira sem perder de vista o que motivou sua criação desde o início: usar tecnologia para cuidar melhor das pessoas, começando por quem cuida todos os dias.
Sobre a Eden: A Eden é uma healthtech nascida na América Latina, fundada em 2016 pelo empreendedor mexicano Julián Ríos, com estrutura de tecnologia e produto do Vale do Silício. Oferece uma plataforma de exames de imagem criada para apoiar o trabalho do radiologista, integrando sistemas de imagem médica e gestão radiológica, reunindo funcionalidades como organização inteligente de fluxos, visualização avançada de exames, entrega digital de resultados e suporte diagnóstico baseado em IA, com o objetivo de reduzir fricções no dia a dia da radiologia, dar mais clareza às decisões clínicas e permitir que o cuidado chegue mais rápido a quem precisa. Hoje, a Eden atende mais de 2.600 instituições em 18 países, processa 5 bilhões de imagens por ano e impacta cerca de 19 milhões de pacientes, atuando para ampliar o acesso ao diagnóstico de qualidade e fortalecer a radiologia como peça central do cuidado em saúde.