Documentação hospitalar atrai grande público à FEHOSUL
Café da manhã com saúde recebeu profissionais de diferentes áreas
A digitalização de informações em relação ao paciente, ao Corpo Clínico-Assistencial e o desenvolvimento de programas na área foram temas tratados nesta sexta-feira, 25, em mais uma edição do Café da Manhã com Saúde, promovido pela FEHOSUL. Em um auditório lotado, a arquivologista e diretora da ARCOI, Anna Rocha, palestrou sobre o tema Arquivologia: um instrumento na documentação hospitalar.
Durante o encontro, Anna Rocha apresentou soluções jurídicas, tecnológicas e formas de administrar e disponibilizar as informações com agilidade e segurança, em uma análise de como as instituições de saúde podem alcançar o patamar de uso mínimo de documentos em papel – o “no paper”. Na visão dela, “o setor operacional das empresas deverá extinguir o uso do papel em cerca de uma década”, analisa.
“De 1970 a 1980 houve muita preocupação em se criar subsídios burocráticos. Nos anos 1980 passamos por uma confusão eletrônica, criaram programas sem o devido respaldo tecnológico. Foi em 2009 que aceleraram estudos na área, como o grau de risco do descarte”, explica Anna Rocha.
Ana Paula Biason, administradora do Hospital de Clínicas, destaca os exemplos de outras áreas para entender melhor o processo de arquivamento. “O workshop foi bom para vermos outras experiências, como a da Vonpar, isso dá uma ideia diferente”.
Audrey Francisco, do setor de qualidade do hospital Dom João Becker, considerou a abordagem do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME). “Esse ainda é um problema. No nosso hospital, estamos realizando o processo de digitalização desde o início do ano. A apresentação nos trouxe novos conhecimento dessa organização digital, um processo que pode trazer muitas facilidades à instituição”.
Especialista na área de arquivologia corporativa, Anna Rocha já implantou projetos em instituições como o Hospital Moinhos de Vento, HCOR-SP, FEHOSUL, Orion Saúde-SP, entre outros.
Segundo o Conselho Federal de Medicina, os estabelecimentos de saúde devem, obrigatoriamente, manter os registros de pacientes por um longo período, 20 anos em se tratando de papel, e permanentemente em se tratando de prontuário eletrônico. Um dos grandes problemas dos hospitais atualmente é a falta de espaço em sua estrutura para ampliações. Salas para a guarda de arquivos em papel podem se tornar uma grande dor de cabeça para os gestores hospitalares, já que impedem o atendimento do aumento exponencial de demanda verificada nos últimos anos em todos os hospitais do Brasil. A tendência da digitalização e uso de tablets, definitivamente, veio para ficar.