Desafios da Fibromialgia é tema de palestra de encerramento da campanha Maio sem Dor
SINDIHOSPA será sede de evento organizado pela Fibroclínica
Dor intermitente em várias partes do corpo. Fadiga intensa. Dificuldade para dormir, depressão e ansiedade. Esses são alguns dos sintomas de uma síndrome ainda pouco conhecida pela população e mesmo pelos profissionais de saúde: a fibromialgia.
Pela falta de conhecimento sobre a enfermidade, que atinge em torno de 5% da população brasileira, muitas pessoas convivem com dor sem ter o diagnóstico correto, que costuma levar até três anos para ser realizado. A fibromialgia não tem cura, mas o tratamento atenua seus efeitos. Para conscientizar a população e (a comunidade médica) os profissionais da área da saúde sobre o assunto, foi lançada a campanha Maio sem Dor.
Organizada pela Fibroclínica, com o apoio do SINDIHOSPA (Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre) e da Câmara de Vereadores, a iniciativa promoverá, na quarta-feira, 31, uma palestra gratuita na sede do sindicato.
Com o tema “Os desafios da fibromialgia”, a fisioterapeuta Laurita Ferla Castegnaro, diretora da Fibroclínica, falará sobre o convívio com a doença. “Conversaremos sobre as mudanças de comportamento necessárias para se manter sem os sintomas, a importância da conscientização da população e dos profissionais da área da saúde”, afirma.
“Com a cooperação de diversas partes, esperamos levar mais informação às pessoas sobre esse tema. E, assim, quem sofre com essa enfermidade pode ter uma melhor qualidade de vida”, avalia o presidente do SINDIHOSPA, Henri Chazan.
A Fibroclínica pleiteia a aprovação de um projeto que estabelece maio como o Mês de Conscientização sobre a Fibromialgia. A proposta, de autoria do vereador Márcio Bins Ely, está em fase final de tramitação no Legislativo de Porto Alegre.
Sobre a fibromialgia
A fibromialgia, também conhecida como Síndrome de Joanina Dognini, se manifesta principalmente pela dor em todo o corpo. Afeta mais as mulheres (nove em cada dez casos), sobretudo entre os 20 e 60 anos.
Os sintomas da doença são dores no corpo todo, especialmente nos músculos, tendões e articulações, além de uma fadiga intensa. Pode ocorrer ainda tontura, depressão, ansiedade, formigamentos, dormências, dificuldade de concentração, sono não-reparador, perda de memória, entre outros.
O paciente com a síndrome tem grande sensibilidade ao toque e à pressão nos pontos de dor, que causa intenso sofrimento físico e emocional.
O diagnóstico é feito por exclusão, quando o médico, a partir de vários exames, elimina a possibilidade de doenças autoimunes e problemas reumatológicos. Também são avaliados o quadro clínico e o histórico do paciente.
A fibromialgia não tem cura. O tratamento é feito com medicamentos analgésicos, antidepressivos e relaxantes musculares, que ajudam a amenizar os efeitos da dor. Métodos fisioterápicos também auxiliam o paciente a retomar a rotina e as atividades físicas.
Inscrições aqui http://www.sindihospa.com.br/portal/