Crescimento nacional favorece hospitais privados
Em contrapartida, instituições sem fins lucrativos sofrem para seguir no mercado
Como uma engrenagem montada com as peças adequadas, a saúde suplementar brasileira tem crescido em harmonia com o desenvolvimento nacional. Enquanto o País comemora o aumento consistente de empregos, a área privada do setor saúde vê a renda e o número de seus clientes multiplicarem. O cenário, embora favorável, está longe de ser perfeito, uma vez que as instituições de menor porte sofrem para seguirem no mercado.
De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com dados do período 2006 a 2010, o Rio Grande do Sul representa 5,5% do total de beneficiários de planos de saúde do País e ocupa o quarto lugar entre os Estados com maior número de indivíduos com planos de assistência médica. Cerca de 23,6% da população (mais de 2,5 milhões de pessoas) fazem parte desse grupo, do qual a grande maioria (77,1%) vive em regiões metropolitanas. Nestes números, no que se refere ao Estado, não estão computados os beneficiários do IPE-SAÚDE, que ascendem a 1 milhão de vidas.
Contudo, uma tendência notada nos seis Estados pesquisados pelo IESS (Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul) foi o aumento do valor dos planos no Interior. No caso gaúcho, em 2006 a taxa era de 14,8% e em 2010 subiu para 18,9%.
Na mais recente compilação (2012) os planos coletivos, ou seja, empresariais, tiveram alta de 4%, enquanto os individuais, de apenas 1,9%. A explicação é simples: com o aumento de empregos, mais pessoas recebem o benefício das suas empresas. Hoje, 37,4 milhões de brasileiros têm plano de saúde coletivo e 9,9 milhões têm o individual.
Atualmente as fontes de recursos para o financiamento da saúde provém de bancos privados e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que dificilmente liberam recursos para as unidades filantrópicas, por dificuldades de oferecimento de garantias ao financiamento.