Caminhar mais de cinco horas por semana diminui risco de doenças graves
Pesquisa recomenda mudança na atual recomendação médica
A afirmação é resultado da análise de dados de 42 mil pessoas inscritas em um programa que incentivava as pessoas a caminharem. Os participantes, no momento da inscrição, indicaram idade, estilo de vida e tipo da alimentação.
Como resultado, estudiosos da Lawrence Berkeley da California (Estados Unidos) chegaram à conclusão de que as pessoas que caminham mais do que recomendam os médicos (cinco horas por semana) têm menos risco de morrer por derrame cerebral, problemas cardiovasculares ou diabetes.
Cerca de 23% dos participantes não caminhavam o suficiente, 16% cumpriam estritamente as diretrizes indicadas pelos médicos do programa e o restante caminhava mais do que recomendado. Desse modo, se comprovou que aqueles que mais andavam, ou por costume ou por exigência adicional de dieta, tinham três vezes menos risco de morrer do que o restante.
Com estes resultados, os investigadores indicam a necessidade de uma mudança na atual recomendação dos médicos de forma geral, que é o de se caminhar cinco horas semanais. A adoção de um maior tempo gasto em exercícios poderia ser adotada tanto para sedentários como para pessoas ativas segundo os pesquisadores.