Tecnologia e Inovação | 27 de fevereiro de 2014

“Biópsia líquida” pode detectar câncer pelo sangue

Exame analisa DNA dos tumores que circulam na corrente sanguínea
biopsia liquida

Um estudo divulgado na revista Science Translational Medicine,  mostrou a eficácia da técnica chamada “biópsia líquida”, para detectar câncer através do sangue.

O teste é baseado na análise de pedaços do DNA que escapam dos tumores para a corrente sanguínea, conhecidos como DNA tumoral circulante (ctDNA, na sigla em inglês). São como impressões digitais da doença, que permitem que os cientistas encontrem informações genéticas essenciais para a caracterização do tumor e a escolha do melhor tratamento. Os resultados foram mais positivos em casos de câncer no pâncreas e ovário.

Em um futuro próximo, será possível o monitoramento de tumores por meio de exames de sangue e talvez, em longo prazo, também a detecção precoce de tumores pequenos demais para serem percebidos pelos métodos de diagnóstico atuais.

A equipe analisou mais de 600 amostras de tumores que afetaram órgãos que vão do pâncreas ao cérebro. Já há uma técnica semelhante, que captura células tumorais presentes na circulação sanguínea, mas o novo estudo ressalta que, mesmo quando tais células não se encontram no sangue, o DNA canceroso pode ser achado. O material genético dos tumores circula mais pelo sangue conforme a maior gravidade da doença.


Em cerca de 80% dos pacientes em que a doença já havia se espalhado, foi detectado o DNA tumoral. Já entre os doentes com câncer em estágio inicial (com apenas um órgão afetado), a taxa foi de 50%. Outra vantagem da técnica é a capacidade de monitorar mutações capazes de fazer com que o tumor se torne mais perigoso.


A quimioterapia pode acabar selecionando células tumorais resistentes a medicamentos. Todas as células vulneráveis morrem, mas as resistentes sobrevivem e se multiplicam, levando ao reaparecimento da doença. Portanto, identificar esse tipo de mutação revelaria se o câncer permanece no organismo, o que pode ser determinante na escolha de medicamentos mais agressivos, quando houver necessidade.



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