Geral, Mundo | 13 de novembro de 2015

Aconselhamento sobre risco genético ajuda pacientes a diminuírem o nível de colesterol

Pacientes demonstraram maior adesão aos tratamentos clínicos
mayo clinic

Foi apresentado na segunda-feira, 9 de novembro, em reunião da American Heart Association, em Orlando, Florida, por pesquisadores da Mayo Clinic, dos EUA, a comprovação de que a incorporação de informações de risco genético – em uma avaliação de risco de doença cardíaca de uma pessoa -, pode levar a níveis mais baixos do LDL , a porção de colesterol que leva a ataques cardíacos e derrames. Este novo estudo oferece um primeiro panorama de como os médicos podem usar a informação genética na prática clínica.

A equipe estudou um grupo de cerca de 200 pessoas com idades entre 45-65 e que estavam em risco intermediário de doença cardíaca. Estas pessoas não estavam tomando medicamentos para baixar o colesterol, conhecidos como estatinas.

Metade dos pacientes foram informados de seus escores de risco em uma projeção de 10 anos, com base em uma calculadora de risco cardíaco convencional que leva em conta fatores como o tabagismo, pressão arterial e níveis de colesterol. Na outra metade do estudo, os pacientes receberam um grau de risco que incluiu a avaliação de 28 genes conhecidos por aumentarem o risco de doença cardíaca.

Os participantes em cada grupo foram informados sobre maneiras de como modificar seu risco, incluindo o consumo de estatina.

“O que descobrimos é que seis meses após a divulgação do resultado, o colesterol LDL em pessoas que tiveram a informação de risco genético foi de cerca de 10 pontos menor; o que foi, estatisticamente, significativa”, disse Iftikhar Kullo, cardiologista da Mayo Clinic que liderou o estudo.

Ele disse que o estudo é o primeiro a mostrar que o compartilhamento de informações de risco genético sobre uma doença pode ser usado por médicos para alterar uma medida importante de saúde, como é caso do colesterol LDL.

“Demos-lhes esta informação, as pessoas foram capazes de compreendê-la, o médico foi capaz de agir sobre ela e, a decisão de iniciar um tratamento foi tomada com mais frequência, o que resultou na redução do colesterol LDL”, disse Kullo.

Kullo disse que os resultados precisam ser replicados em um estudo maior, mas ele considerada os achados significativos. “Qualquer coisa que tenha reduzido o LDL, baixou também o risco de doença cardíaca”, disse Kullo.

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