Estatísticas e Análises | 27 de janeiro de 2026

Da coleta ao laudo: métricas globais apontam caminhos para exames mais confiáveis

"A adoção global desses indicadores é um passo importante rumo a sistemas de saúde mais seguros e eficientes" defende o Dr. Wilson Shcolnik, gerente de Relações Institucionais do Grupo Fleury, diretor de Relações Institucionais da SBPC/ML e coautor do estudo.
métricas globais apontam caminhos para exames mais confiáveis

Uma colaboração global de especialistas em medicina laboratorial, liderada pela Federação Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial (IFCC), identificou um conjunto de seis indicadores de qualidade essenciais que podem transformar a forma como laboratórios em todo o mundo monitoram e reduzem falhas críticas nos processos diagnósticos. Publicado na revista Clinical Chemistry and Laboratory Medicine, o estudo apresenta uma proposta prática e globalmente aplicável para padronizar a avaliação de desempenho laboratorial e, com isso, preservar vidas e reduzir desperdícios no ecossistema de saúde.



A partir de um consenso que reuniu pesquisadores do Brasil, Canadá, Espanha, Itália, China, Índia, Bélgica, Alemanha, Sérvia e Estônia, os autores selecionaram seis indicadores de qualidade (QI) prioritários que abrangem todo o ciclo de testes laboratoriais — desde o pedido até o relatório final.  Entre os principais achados estão taxas de amostras ou pedidos mal identificados (Pre-MisR/Pre-MisS), rejeições de amostras (Pre-RejS), hemólise detectada (Pre-HemI/Pre-HemV), resultados inaceitáveis em testes de proficiência (Intra-Unac), tempo de resposta para troponina cardíaca em emergências (Post-TnTAT), e relatórios incorretos (Post-RectRep). Cada indicador foi escolhido com base no impacto potencial sobre a segurança do paciente, facilidade de medição e viabilidade de implementação em contextos variados.


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“Esses dados têm implicações diretas para a prática clínica e para a vida dos pacientes. Por exemplo, reduzir a taxa de amostras mal identificadas e de hemólise pode diminuir diagnósticos equivocados ou atrasados, que muitas vezes resultam em tratamentos inadequados ou repetição desnecessária de exames; já a medição padronizada do tempo de resposta de troponina, um marcador crítico em suspeitas de infarto, melhora a rapidez no atendimento de emergência”, explica o Dr. Wilson Shcolnik, gerente de Relações Institucionais do Grupo Fleury, diretor de Relações Institucionais da SBPC/ML e coautor do estudo.


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Ao estabelecer uma base global de indicadores, o estudo também oferece aos gestores de saúde uma ferramenta para monitorar o desempenho de laboratórios e fortalecer programas nacionais de qualidade. “A adoção global desses indicadores é um passo importante rumo a sistemas de saúde mais seguros e eficientes. A integração desses seis indicadores essenciais em programas nacionais de comparação e plataformas globais facilitará a consolidação de dados, a definição de metas de desempenho e a melhoria contínua dos serviços laboratoriais”, frisa o Dr. Shcolnik.

Além dos indicadores essenciais já definidos, permanece a recomendação de utilização de um conjunto complementar de cerca de 50 outros indicadores de desempenho, que seguem sendo fundamentais para uma análise mais ampla, qualificada e consistente dos resultados.


Acesse o estudo Recommendations from the IFCC Working Group on Laboratory Errors and Patient Safety for the Global Adoption of an Essential Quality Indicators Panel in Laboratory Medicine.


 

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