Gestão e Qualidade | 16 de setembro de 2025

Cirurgia inovadora preserva aparelho digestivo em cirurgia de câncer gástrico na Santa Casa

Liderado pelo cirurgião Antonio Carlos Weston, chefe do Serviço de Cirurgia Geral da Santa Casa, o procedimento é conhecido como gastrectomia polar superior com interposição jejuno-gástrica.
Cirurgia inovadora preserva aparelho digestivo em cirurgia de câncer gástrico na Santa Casa

A Santa Casa de Porto Alegre realizou, no início deste mês, uma técnica avançada e inovadora para o tratamento de câncer gástrico. O procedimento preserva a maior parte do estômago, mantendo o funcionamento do aparelho digestivo. Diferente das técnicas convencionais, que geralmente exigem a retirada quase total do órgão, a nova abordagem reduz os impactos na alimentação e favorece a recuperação do paciente.


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Liderado pelo cirurgião Antonio Carlos Weston, chefe do Serviço de Cirurgia Geral da Santa Casa, o procedimento é conhecido como gastrectomia polar superior com interposição jejuno-gástrica. Foi indicado para uma paciente de 54 anos diagnosticada com tumor localizado na junção gastroesofágica, região superior do estômago, substituindo a realização de uma gastrectomia total, quando ocorre a retirada completa do estômago.


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Segundo o cirurgião, “realizar esse procedimento é um marco para a Santa Casa e um importante avanço técnico em cirurgia gástrica”. Como explica o médico, com a nova técnica, apenas a parte superior do estômago afetada pelo tumor é removida.


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“Ao preservar a maior parte do estômago, conectamos parte do intestino delgado ao órgão remanescente, garantimos a continuidade da digestão, além de acelerar a recuperação nutricional da paciente e reduzir os impactos da cirurgia em comparação às técnicas tradicionais”, destaca Weston.


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Submetida ao procedimento no dia 8 de setembro, a paciente apresenta boa evolução clínica, em consonância com a tendência mundial de cirurgias preservadoras de órgãos; estratégias que reduzem o impacto fisiológico da intervenção e aceleram a recuperação funcional. “A abordagem agora se consolida como uma importante aliada para a manutenção da nutrição, da digestão e da qualidade de vida do paciente, com impacto direto já nos primeiros dias de pós-operatório”, ressalta o cirurgião.

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