Médicos cubanos: um negócio lucrativo
Envio de profissionais da saúde gera US$ 10 bilhões para o regime da ilha
Mais de 20 mil cubanos profissionais da saúde trabalham em diferentes partes do mundo. A exportação do serviço médico vai além da questão da saúde, tornando-se um negócio altamente lucrativo para a economia da ilha.
Atualmente existem por volta de 15 mil médicos, 2,3 mil oftalmologistas, 5 mil técnicos de saúde e 800 prestadores de serviço atuando em 60 diferentes países. A parceria com a Venezuela, por exemplo, garante a Cuba 100 mil barris de petróleo por dia. O total dos lucros pode chegar a US$ 10,6 bilhões ao ano, segundo informações do portal G1.
Na ilha, a média é de um profissional para cada 200 habitantes, melhor do que boa parte dos países desenvolvidos. Porém, a quantidade de médicos que saem do país, afeta diretamente alguns programas que garantiam atendimento aos cubanos.
O caminho dos médicos se dá por duas vias. Por um lado, o profissional se sente atraído por salários muito melhores do que poderia receber trabalhando em Cuba. Para os países interessados em contratar os médicos o benefício é ter, com salários relativamente baixos, mão de obra para atuar em regiões de menor poder aquisitivo, como zonas rurais ou bairros periféricos.
O Governo brasileiro estuda a possibilidade de contratar seis mil médicos cubanos (veja aqui), medida que não foi bem aceita entre órgãos de saúde (leia).