Gestão e Qualidade, Política | 17 de dezembro de 2012

Alexandre Padilha defende terceirização de serviços em algumas áreas do SUS

Ministro disse que é necessário ousadia para buscar atendimento com qualidade e menor tempo de espera
Alexandre Padilha

Ao defender a mudança na forma de pagamento, remunerando os médicos pelo resultado final do atendimento, o ministro da saúde Alexandre Padilha mostrou-se favorável à adoção de novos modelos de gestão na saúde pública para alguns serviços prestados pelo SUS. Segundo o ministro, a compra de equipamentos e o pagamento pela hora do trabalho do médico, não garantem um atendimento de qualidade e com o menor tempo de espera.

Padilha aproveitou a inauguração de um equipamento de ressonância magnética no Rio de Janeiro – que segue o novo modelo proposto – para defender novas experiências e “ousadia” no SUS. Segundo o ministro, ao não fazer a compra, o Estado deixa de gastar altas cifras em aquisições e com custos de manutenção. A escolha foi mais barata em relação à opção de aquisição da ressonância e impossibilita o pagamento ao médico quando não há demanda, ou quando o equipamento se encontra parado, completou. Quanto à empresa que fará a manutenção, ela será a maior interessada pelo pleno funcionamento, pois receberá por exame realizado.

O comentário do ministro sobre uma nova forma de relação entre profissionais e a saúde púbica aconteceu dias depois do Ministério da Saúde anunciar o repasse de R$ 28,5 milhões aos 26 estados e o Distrito Federal para financiar a qualificação da gestão no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como objetivo incentivar a implementação de ações para a formalização do denominado Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP).

 

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