Jurídico | 23 de outubro de 2013

Planos de Saúde terão que pagar por remédios contra o câncer

Senado aprova projeto de lei que obriga o custeio de 37 medicamentos
Planos de Saúde terão que pagar por remédios contra o câncer

Na última terça-feira, 22, o Senado Federal aprovou o projeto de lei que obriga planos de saúde a custearem medicamentos quimioterápicos de uso oral para o tratamento domiciliar contra o câncer. A medida, que já havia sido anunciada em forma de resolução normativa pela ANS, segue agora para sanção presidencial.

O substitutivo da Câmara dos Deputados (352/2011) inclui, ainda, a cobertura de procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia, desde que estejam relacionados à continuidade da assistência prestada por meio de internação hospitalar.

A mudança vai ao encontro do novo rol de procedimentos recentemente divulgado pela ANS (leia aqui). Até agora, as operadoras tinham a obrigação apenas de arcar com cirurgias e custos ambulatoriais, dependendo da cobertura do plano.

O projeto ressalta que, atualmente, cerca de 40% dos tratamentos contra o câncer requerem medicamentos de uso domiciliar. A autora, senadora Ana Amélia Lemos, destaca que em 15 anos, 80% dos tratamentos oncológicos passarão a ser feitos desta forma.

Veja a a lista dos 37 medicamentos:

Acetato de Abiraterona

Anastrozol

Bicalutamida

Bussulfano

Capecitabina

Ciclofosfamida

Clorambucila

Dasatinibe

Dietiletilbestrol

Cloridrato de Erlotinibe

Etoposídeo

Everolimus

Exemestano

Fludarabina

Flutamida

Gefitinibe

Hidroxiureia

Imatinibe

Ditosilato de Lapatinibe

Letrozol

Acetato de Megestrol

Melfalano

Mercaptopurina

Metotrexato

Mitotano

Nilotinibe

Pazopanibe

Sorafenibe

Malato de Sunitinibe

Citrato de Tamoxifeno

Tegafur – Uracil

Temozolamida

Tioguanina

Cloridrato de Topotecana

Tretinoína (ATRA)

Vemurafenibe

Vinorelbina

VEJA TAMBÉM

O novo ciclo da saúde no Brasil e o necessário reposicionamento em 2026 dos agentes privados de prestação de serviços

O sistema de saúde brasileiro ingressa em um ciclo marcado por aumento de custos assistenciais, densa regulação, expansão da atuação estatal e consolidação jurisprudencial, redesenhando o ambiente econômico e jurídico em que operam hospitais, clínicas, laboratórios e centros diagnósticos, deles reclamando um posicionamento estratégico que permita, ao mesmo tempo, mitigar riscos, mas também preservar margens.

Por que a IA na saúde sem governança é um risco para pacientes e instituições em 2026?

À medida que a tecnologia avança na saúde, cresce também um paradoxo de que nunca foi tão fácil adotar IA, e nunca foi tão perigoso fazê-lo sem controle. Profissionais já utilizam ferramentas generativas no dia a dia, muitas vezes fora dos sistemas institucionais, criando um cenário de shadow AI que expõe dados sensíveis e amplia riscos legais.

MPRS e Hospital Moinhos firmam parceria pioneira para oferecer cirurgias reparadoras gratuitas a vítimas de crimes violentos

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e o Hospital Moinhos de Vento oficializaram, nesta terça-feira (18), uma atuação conjunta para disponibilizar cirurgias plásticas reparadoras gratuitas a vítimas de crimes violentos. Pela primeira vez, uma ação une um hospital de referência e o Ministério Público em um programa que integra conhecimento especializado, responsabilidade social e trabalho voluntário.