
Assistência à Saúde: Mercado e Justiça Social
A assistência à saúde, pelas características peculiares que encerra é, em grande medida, controlada pelas forças de mercado[1]. De outra parte, os prestadores de serviços de saúde (médicos, hospitais, clínicas, laboratórios), fornecedores de insumos e operadoras de planos atuam em um ambiente no qual a política pública, diferentes filosofias de cuidado e a barganha política…

Prescrição de Materiais Não Cobertos pelos Planos de Saúde e a Recusa de Substitutivos pelos Médicos
A prescrição de materiais médicos é um dos aspectos essenciais do cuidado à saúde, a fim de que os pacientes recebam os insumos necessários e adequados para seus tratamentos. No entanto, quando esses materiais não são cobertos pelos planos de saúde, impõem obstáculos expressivos tanto para os pacientes quanto para os médicos. Além disso, a…

Entre o Mercado e o Direito à Saúde: Os Médicos e a Crise Estrutural da Saúde Suplementar no Brasil
A saúde suplementar, vinculada ao âmbito privado, atende aproximadamente 25% da população brasileira[1]. Apesar do papel relevante no acesso à saúde, o setor enfrenta um período marcado por perda de confiança, judicialização crescente, insatisfação de prestadores, cobranças complementares por médicos e estabelecimentos de saúde credenciados e até descredenciamentos. Isso anuncia uma crise estrutural que carece…

Médicos: o Lícito e o Proibido na Cobrança de Atendimento Através de Planos de Saúde
No Brasil, os planos de saúde geralmente seguem um modelo em que os beneficiários têm acesso a uma rede credenciada de médicos, hospitais, clínicas especializadas, centros de imagens, laboratórios de análises clínicas e anatomia patológica. Nesse sistema, o pagamento pelos serviços dos profissionais e estabelecimentos credenciados é regulado pelo contrato firmado entre o plano de…

Financiamento: a questão essencial do Sistema IPE Saúde
Tudo que se relaciona com a saúde dos indivíduos é sempre um assunto polêmico porque se trata, acima de tudo, da preservação da vida. Consequentemente, as discussões tendem a ser calorosas e cheias de emoções, o que significa dizer que a racionalidade ocupa um espaço exíguo. Isso não é diferente quando se discute planos de saúde….

O Bom, o Ruim e o Melhor nas Organizações de Saúde
No setor saúde há uma disposição de todos se considerarem autossuficientes e, quando recebem críticas, negam deficiências internas e responsabilizam fatores externos, em particular a restrita condição econômico-financeira. Não se aceita, por razões morais, sociais e políticas, serviços de saúde com diversos níveis de qualificação e, consequentemente, com diferentes graus de segurança (tanto assistencial quanto…

Impulsionadores da Melhor Gestão em Serviços de Saúde
Os serviços de saúde, em particular os hospitais, vivem no limiar das possibilidades, o que faz pensar, em primeiro lugar, que a maioria das questões se resume à escassez de recursos financeiros. Em um ambiente de negócio onde predomina o lamento por mais recursos, torna-se extenuante mostrar a relevância das práticas de gestão. Adiciona-se a…

A Ciência e a Arte de Liderar e Gerenciar Médicos (Parte 3/3)
Na terceira parte deste artigo é conveniente referir que o título mais adequado seja “A Ciência e a Arte de Liderar Médicos e Gerenciar a Atividade Médico-Assistencial”. Isso porque liderança tem a ver com pessoas (influenciar, desenvolver, treinar, orientar, aconselhar, inspirar), enquanto gestão tem a ver com coisas (sistemas, processos, procedimentos, controles, estrutura, programas, orçamentos,…

A Ciência e a Arte de Liderar e Gerenciar Médicos (Parte 2/3)
Necessidade de Ajuste à Nova Realidade Nos últimos 15 anos a vertiginosa celeridade das mudanças no setor saúde alterou drasticamente a atmosfera da assistência médico-assistencial. A remuneração dos médicos tornou-se mais restrita (e os indícios assinalam que essa tendência continuará ativa), o pagamento efetuado pelas fontes pagadoras passou a ser predominantemente através de pacotes, os…