Gestão e Qualidade | 24 de abril de 2013

Queixas contra planos de saúde têm crescimento de mais de 300%

Em dez anos, segundo ANS, reclamações passaram de 16.415 para 75.916
Queixas contra planos de saúde têm crescimento

Com o crescimento do número de segurados no Brasil nos últimos anos, seria inevitável fugir do aumento das queixas ao setor, um problema que, segundo especialistas, é um reflexo das deficiências do setor. Nos últimos dez anos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou as reclamações dos usuários que aumentaram 362%  – saltaram de 16.415 para 75.916 em dez anos.

Em contrapartida, a quantidade de planos de saúde em atividade no Brasil diminuiu 36% no mesmo período, de 2.407 para 1.542. Porém, o número de beneficiários no país, incluindo aqueles com planos exclusivamente odontológicos, ganhou cerca de 32 milhões de novos usuários. Em 2002 eram 35,2 milhões de usuários com acesso a planos de saúde médicos e odontológicos e, dez anos, depois esse número saltou para mais de 67 milhões.

Falta de fiscalização e lentidão no julgamento dos processos ainda são as principais queixas registradas junto à ANS pelos usuários de planos de saúde. Negativas de cobertura – que a partir de 7 de maio deverão ser justificadas por escrito pela operadora em até 48 horas – reajuste por faixa etária e anual e descredenciamento de prestadores de serviços, engrossam a lista de reclamações dos beneficiários que não deixam mais de reclamar seus direitos aos órgãos competentes.

De acordo com a ANS, em 2012, houve 400 milhões de atendimentos em todo o país, e, das 75.916 reclamações registradas na agência, cerca de 75,7% foram relacionadas à cobertura do atendimento das operadoras. A grande maioria das queixas dos usuários sobre a negativa do atendimento é de procedimentos que constam tanto no rol da ANS, quanto na Lei de Planos de Saúde, que definiu as normas para o setor em 1998.

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